SINOPSE
SEI LÁ 2006
"O
Festival da Boa Vizinhança"
Era
uma vez...
Era
uma vez uma vila onde se podia tudo, menos a presença de
“animais e crianças pequenas”... Uma
vila mágica, com personagens tão mágicos
quanto a própria. Só nesta vila que poderíamos
encontrar um “Quilômetro parado” apaixonado
por uma “Velha coroca” que sempre era presenteada
com um ramo de flores em troca de uma xícara de café.
Também podemos encontrar um “Velho pançudo”
correndo atrás de um “Chimpanzé reumático”
em busca de uma dívida de 14 meses de aluguel. E não
podemos esquecer de 4 crianças: Uma com “Bochechas
de buldogue velho”, um “Garoto rechonchudo”,
uma garotinha bem espertinha, e um outro apaixonado por “sanduíches
de presunto”... Essas 4 crianças viviam com
medo de uma tal “Bruxa do 71”, principalmente
quando ela chamava pelo “satanás”.
Apesar de todos os problemas existentes, eles se amavam, pois
“as pessoas boas devem amar seus inimigos”.
E desse amor nasceu um festival: “O Festival da Boa
vizinhança”. Mas como assim um festival? Como
poderia ser feito? E agora? Quem poderá nos ajudar?
E surge do meio do nada... Um Pássaro? Não, um avião?
Nada disso, surge o Chapolim Colorado. O “Polegar vermelho”
(um super-herói trapalhão e idolatrado pelas crianças
da vila) dá a idéia:
-Vamos fazer um festival, aliás, um grande festival, que
conte simplesmente a vida de vocês, suas estórias,
brincadeiras, acontecimentos em geral.
E todos dizem:
-“Não contavam com sua astúcia!”
Deu-se
início ao festival:
1°
ATO: Dona Florinda, Professor Girafales e Dona Clotilde iniciam
o festival.
A
Bruxa, digo, a Dona Clotilde pega o microfone e começa
a falar que se sente lisonjeada de abrir o festejo, não
sabe o motivo que levou a ser a escolhida, mas já que foi,
começa a falar o que para ela significa o “Festival
da Boa Vizinhança”: O Amor.
- “Sim porque o amor, ai o amor é o laço
que une os seres entre si, é a chama que os funde no crisol
da vida, deve haver amor entre todo mundo. Sim, amor entre o vizinho
e outro vizinho, amor entre a criança e o adulto, como
o amor que deve haver entre o pai e o filho. E porque não
dizer o amor entre uma mulher e um homem? A mulher nasceu para
amar e ser amada. Por tanto, devemos amar sem restrições,
pensando sempre e a cada momento que não existe nada mais
belo que o amor. O amor que é tudo nessa vida: carinho,
ternura, paixão, romance... Ou existirá coisa mais
romântica que um casal de namorados que caminha lentamente
sobre a luz de prata da lua, em uma noite clárida e outonal?
Sim meus amigos. Amor, amor e amor. Nasceu de ti, nasceu de
mim, nasceu da alma. Porque o amor vence todos os obstáculos,
todas as barreiras e todos os riscos. Pois o amor é como
o sol que ilumina todos os rincões da Terra, fazendo germinar
a semente que irá se transformar em fruto. E pintando de
dourado os trigais que se ondulam em busca do vento. E vejam bem,
de que outra forma pode se manifestar o amor? Há que se
desculpar os erros do vizinho, e perdoar os atritos passados.
Tudo isso é amar! Eu amo, tu amas, Seu Madruga ama, nós
dois nos amamos, vós também amais e, quero dizer,
me desculpem. Com licença.”
Após o belíssimo discurso, foi passada a vez para
o casal da Vila. Os dois contam casos marcantes que aconteceram...
Quem não há de lembrar da grande escola onde o Professor
Lingüiça...
Ouve-se uma voz ao fundo:
- “Ta, ta, ta, ta, ta... o meu nome não é
Professor Lingüiça, sou Lingüiça e meu
nome é professor, digo, sou professor e meu nome é
Girafales”.
Voltando ao festival, quem não há de se lembrar
da grande escola onde o Professor Girafales ensinava as crianças
que o livro é o caminho do saber, pois como ele diz:
-“Enquanto estiverem com o livro entre as mãos,
serão gente de bem, gente de caráter (...) em outras
palavras, enquanto estiverem com o livro entre as mãos,
serão como eu.”
Lembraram-se também quando o Professor Girafales foi o
Juiz para a averiguação do caso da morte do “gato
do Quico” e até hoje “tentam” saber
“quem estava parado feito bocó na rua olhando
a moça bonita”. E como esquecer do concurso
de miss? Onde a vila inteira estava assistindo o concurso na casa
da Dona Florinda, concurso transmitido ao vivo direto de “Acapulco”.
Dona Florinda não poderia esquecer de seu restaurante,
tão badalado pelos moradores..., Mas um fato que a desagrada
muito foi quando houve uma invasão de ratos, e a todo o
momento vive ouvindo um “nada de exaltações”
por todos os lados.
E para o “Gran-finale” do primeiro ato, uma atração
internacional, o ator “Héctor Bonilla”.
Ele é recebido com um “bom dia Héctor”,
pega o microfone e diz apenas duas palavras:
- “Te Perdôo”
2°
ATO: Seu Madruga e Sr. Barriga continuam o festival.
Mal
sobem ao palco e o Sr. Barriga já diz:
- “Pague o aluguel”
Além disso, o Sr. Barriga começa a falar da vez
em que quase foi enganado por causa do tal “disco voador”
só para não receber o pagamento. Seu Madruga interrompe
e diz que é uma festival para semear o amor e não
a discórdia... E começa a falar que embora muitas
pessoas digam que é vagabundo ele diz:
- “Não há nada mais trabalhoso do que
viver sem trabalhar”
E através disso ele mostra que já trabalhou bastante
nessa vida, ele já foi fotógrafo, lutador de boxe,
carpinteiro, leiteiro, entregador de lenha, sapateiro, cabeleireiro,
vendedor de coisas velhas e roupas usadas, mecânico, até
professor ele já foi “pois é, pois é,
pois é”.
Quem não se lembra quando aquele “farrapo de
gente”, digo, Seu Madruga, foi “coach”
de futebol americano e o Quico ficou com medo de levar uma “coachada”?
Mas Seu Madruga recorda com carinho quando foi vendedor de churros,
embora não tenha tido muito sucesso, sentiu o gosto de
ter Dona Florinda como sócia. Também não
dá para esquecer quando ele foi empresário e contratou
dois profissionais internacionais do iô-iô, um vindo
do “Norte da África do Sul” e o outro
vindo do “Sul da África do Norte”.
Para encerrar o segundo ato, uma sessãozinha de cinema,
o filme? Não poderia ser outro, o “Filme do Pelé”.
3° ATO: As Crianças encerram o festival.
Chaves sobe no palco e diz que a “Tienda Del Chavo”
está aberta para quem quiser saborear os refrescos de “limão,
que parece de tamarindo e tem gosto de groselha”, “tamarindo,
que parece de groselha e tem gosto de limão”
e “groselha, que parece de limão e tem gosto
de tamarindo” e o melhor: Não haverá
concorrência com o “Super de Quico”
e o “balde de água suja” foi retirado.
Mas ninguém há de se esquecer no dia em que a Chiquinha
ganhou um livro sobre animais e começou a fazer adivinhações
com o Chaves... Tinha o gato (“o que te chuta com o
sapato”), o porco (“aquele que te dá
um soco”), o coelho (“que te chuta com o
joelho”) e a gaivota (“quem manda ser idiota”)...
Mas um que ninguém conseguiu acertar foi saber qual era
o “animal que bate nos filhos”...
E como o festival também é musical não poderia
deixar de ter a bandinha formada pela turma no palco da escola...
Mas antes disso o Quico queria recitar um poema sobre as mães,
um poema sobre uma “mamãe querida que já
deixou derretida e meu coração por ti bate como
um caroço de abacate, como sinos de chocolate, como pano
de engraxate ou como dente de alicate?” Enfim, mas
o que interessa mesmo é o musical e a primeira apresentação
é a musica dos sapinhos. As crianças se preparam
e começam a cantar:
“Ah,
um disse o sapinho
Ah, um disse o sapinho para mim
Os sapinhos fazem um, ah, um
Os sapinhos fazem um, ah, um
Os sapinhos fazem um, ah, um”
Após
o termino da música, o Chaves lembra que gostaria de recitar
o poema do cão arrependido, então ele começa:
“Volta
o cão arrependido
Com suas orelhas tão fartas
Com o seu osso ruído
Com o rabo entre as patas”
Mas
é logo interrompido, pois o poema tem que ser repetido
44 vezes... E para terminar o festival, todos sobem ao palco e
animado com a bandinha das crianças, a vizinhança
canta a música que tem a ver com eles, que representa a
história, suas brigas, amizades, confusões, união...
A música que a vizinhança cantou no dia em que esteve
em “Acapulco”:
“Quantas
vezes, como agora
A reunião se estendeu
Até que chegou a aurora
E nos surpreendeu
As estrelas, testemunham
Nosso amor e semelhança
Boa noite meus amigos
Boa noite vizinhança
Prometemos despedirmos
Sem dizer adeus jamais
Pois haveremos de nos reunirmos
Muitas vezes mais.”
FECHAM-SE
AS CORTINAS DO MÁGICO FESTIVAL: O FESTIVAL DA BOA VIZINHANÇA.
Obs: As palavras em itálico, são citações
tiradas diretamente do seriado.
Felipe
Andrade – Vice-Presidente de carnaval.