MIGUEL PAUL
PRESIDENTE DE HONRA

ARTHUR MACEDO
PRESIDENTE EXECUTIVO

 

SINOPSE IMPÉRIO DO PROGRESSO 2006

 

"Império Tribal "

O escuro...

...como uma noite se terminar, um mundo soturno, vazio e frio. Espíritos vagavam, e os ventos uivavam, anunciando o dia da criação. Da fumaça do cachimbo sagrado, surgiu o poderoso tornado...

...O Tornado de Tupã – Deus do Trovão! Criou a ventania, criou o pó da terra, a gota d’água. O espetáculo da vida começou... Faz gerar seus filhos, os Filhos de Tupã, os donos da terra. Lançou uma pequena semente, de onde tudo brotou...

...E brota o Santuário Esmeralda. Pátria verde florescida, pelas lágrimas divinas...a grinalda do luar vem tem abençoar! Templo de rios, florestas, lagos, cachoeiras. Encontro das águas, das cores da natureza. Teus santuários ecológicos, teus sublimes mananciais... Os filhos de tupã, os habitantes e governantes da maravilha verde, se organizam para preservar, sempre, a vida do santuário...

...Juma, Mawé, Parintintin, Tupinambá, Kamaiurá...Nações de amor, força e fé...

...EIS O IMPÉRIO TRIBAL!

Terra de magia, de descobertas, onde brilha a cintilante fonte da vida. Água, iluminada pelos astros, reluz a vida dos Filhos de Tupã, os iluminados. Figuras típicas do povo tribal, que vivem do verde. Deixa o milagre da vida eclodir...

...E se ouve, ao longe, o canto do caboclo ribeirinho, iluminado pelo magnífico sol, o deus do santuário:

- No leito do rio, viajo remando, à luz do mistério, no meu Império, eu sou perrexé, caboclo de fé, pescando sustento na igarité... Sou caboclo ribeirinho, meu sustento é garantido, respeitando a natureza, eu enfrento a correnteza!

... Ê beleza que não acaba. Ê povo forte. Caboclos de fé, que dá natureza retiram a cura, o sustento, o milagre. Tupã deu o santuário...E seus filhos transformam o verde em vida...Copaíba, andiroba, sucuúba, carapanaúva...Os caboclos curadores da floresta exploram a sabedoria milenar, a herança do criador, a harmonia da mata...

...E o deus dá lugar à deusa, a mais bela, cintilante. Reflete a intensidade do sol, ilumina a esmeralda de Tupã. Noite de esplendor, um cenário perfeito para o revoar de um beija-flor. É a beleza das guerreiras da grande aldeia. Contam no santuário que, quando Tupã chama uma criança, sua alma se transforma em flor, à espera do amor, que o leva para os braços do criador. É Coacy, a mais bela, a mais forte, iluminada pela lua...

...Harmonia dos astros, das nações, dos elementos. Um santuário de paz, de amor, assim como quis o grande criador.


Mas soa uma flauta, num triste lamento. Prenuncio de um fim. Raios, relâmpagos e trovões anunciam a profecia. Um abismo profundo na terra, fogo, fumaça, enxofre e o monstro ungido na beira do poço. Larvas de fogo ardentes na boca e a chave do abismo aprisionam a serpente, das nuvens surgem gafanhotos... Vêm devorar!

...A fera de 7 cabeças, com o poder do escorpião, é vencido pela ventania e os 7 trovões. Vento...Vento...Sopra o grande temporal... Fogo...Fogo...Anuncia o grande final. E os astros se chocam no ar, é o fim mundo na aldeia de Tupã. Abrasador, o fogo queimará, batem as trevas, o mundo escurecerá. A profecia caiu sobre a terra...dos filhos de Tupã.

...Nações extintas. O arcabuz e o tridente trazem a tristeza. Do escuro, se ouve o lamento: Minha terra mãe...Não te tenho mais...Tudo o quanto amei, a força do mal tomou...

...Tupinambá inalou paricá. No centro da selva, invocou os prazeres com seu tamurá, os deus do rio, os seres do ar, e os bichos rivais. E o grande Pajé, bebeu mururé, encanta a aldeia fiel curandeiro com chá de aguapé, que dança o balé na igarité, no igarapé....

...Dança pajé, guerreiro da fé, curandeiro pajé. Celebra o luar, expulsa o anhangá, avisa que o mal nunca vai afetar o encontro tribal, o canto geral na busca da paz, na língua geral, retoma o lugar, parece um altar, no centro da ocara oferece um grande ritual!

...Tupã vê o seu santuário ser reconstruído pela sabedoria e a magia do Pajé. O cachimbo sagrado da alucinação do fim faz a esmeralda brotar novamente do chão...

...Dança pajé, ao som do inhembé! Celebra a alegria deste povo! Eis a celebração do povo, da preservação da vida, da eternidade do santuário esmeralda, o Império Tribal!

O sol quando brilha na mata clareia o sentido da vida tribal. O clã reverente se curva à casa dos ventos, para contemplar Ye'pá'Õakhë...

...Kamaiurá, Andirá, Mura, Xavante, Sateré-Mawé, Kanamary, Hixkariana, Korubo, Dessana...

...Na celebração na noite de luar, as tribos guerreiras começaram a dançar!

E a vida se perpetua no Império Tribal, o santuário da vida, a terra dos Filhos de Tupã.