SINOPSE
IMPÉRIO DO PROGRESSO 2006
"Império
Tribal "
O
escuro...
...como
uma noite se terminar, um mundo soturno, vazio e frio. Espíritos
vagavam, e os ventos uivavam, anunciando o dia da criação.
Da fumaça do cachimbo sagrado, surgiu o poderoso tornado...
...O
Tornado de Tupã – Deus do Trovão! Criou a
ventania, criou o pó da terra, a gota d’água.
O espetáculo da vida começou... Faz gerar seus filhos,
os Filhos de Tupã, os donos da terra. Lançou uma
pequena semente, de onde tudo brotou...
...E
brota o Santuário Esmeralda. Pátria verde florescida,
pelas lágrimas divinas...a grinalda do luar vem tem abençoar!
Templo de rios, florestas, lagos, cachoeiras. Encontro das águas,
das cores da natureza. Teus santuários ecológicos,
teus sublimes mananciais... Os filhos de tupã, os habitantes
e governantes da maravilha verde, se organizam para preservar,
sempre, a vida do santuário...
...Juma,
Mawé, Parintintin, Tupinambá, Kamaiurá...Nações
de amor, força e fé...
...EIS
O IMPÉRIO TRIBAL!
Terra
de magia, de descobertas, onde brilha a cintilante fonte da vida.
Água, iluminada pelos astros, reluz a vida dos Filhos de
Tupã, os iluminados. Figuras típicas do povo tribal,
que vivem do verde. Deixa o milagre da vida eclodir...
...E
se ouve, ao longe, o canto do caboclo ribeirinho, iluminado pelo
magnífico sol, o deus do santuário:
-
No leito do rio, viajo remando, à luz do mistério,
no meu Império, eu sou perrexé, caboclo de fé,
pescando sustento na igarité... Sou caboclo ribeirinho,
meu sustento é garantido, respeitando a natureza, eu enfrento
a correnteza!
...
Ê beleza que não acaba. Ê povo forte. Caboclos
de fé, que dá natureza retiram a cura, o sustento,
o milagre. Tupã deu o santuário...E seus filhos
transformam o verde em vida...Copaíba, andiroba, sucuúba,
carapanaúva...Os caboclos curadores da floresta exploram
a sabedoria milenar, a herança do criador, a harmonia da
mata...
...E
o deus dá lugar à deusa, a mais bela, cintilante.
Reflete a intensidade do sol, ilumina a esmeralda de Tupã.
Noite de esplendor, um cenário perfeito para o revoar de
um beija-flor. É a beleza das guerreiras da grande aldeia.
Contam no santuário que, quando Tupã chama uma criança,
sua alma se transforma em flor, à espera do amor, que o
leva para os braços do criador. É Coacy, a mais
bela, a mais forte, iluminada pela lua...
...Harmonia
dos astros, das nações, dos elementos. Um santuário
de paz, de amor, assim como quis o grande criador.
Mas soa uma flauta, num triste lamento. Prenuncio de um fim. Raios,
relâmpagos e trovões anunciam a profecia. Um abismo
profundo na terra, fogo, fumaça, enxofre e o monstro ungido
na beira do poço. Larvas de fogo ardentes na boca e a chave
do abismo aprisionam a serpente, das nuvens surgem gafanhotos...
Vêm devorar!
...A
fera de 7 cabeças, com o poder do escorpião, é
vencido pela ventania e os 7 trovões. Vento...Vento...Sopra
o grande temporal... Fogo...Fogo...Anuncia o grande final. E os
astros se chocam no ar, é o fim mundo na aldeia de Tupã.
Abrasador, o fogo queimará, batem as trevas, o mundo escurecerá.
A profecia caiu sobre a terra...dos filhos de Tupã.
...Nações
extintas. O arcabuz e o tridente trazem a tristeza. Do escuro,
se ouve o lamento: Minha terra mãe...Não te tenho
mais...Tudo o quanto amei, a força do mal tomou...
...Tupinambá
inalou paricá. No centro da selva, invocou os prazeres
com seu tamurá, os deus do rio, os seres do ar, e os bichos
rivais. E o grande Pajé, bebeu mururé, encanta a
aldeia fiel curandeiro com chá de aguapé, que dança
o balé na igarité, no igarapé....
...Dança
pajé, guerreiro da fé, curandeiro pajé. Celebra
o luar, expulsa o anhangá, avisa que o mal nunca vai afetar
o encontro tribal, o canto geral na busca da paz, na língua
geral, retoma o lugar, parece um altar, no centro da ocara oferece
um grande ritual!
...Tupã
vê o seu santuário ser reconstruído pela sabedoria
e a magia do Pajé. O cachimbo sagrado da alucinação
do fim faz a esmeralda brotar novamente do chão...
...Dança
pajé, ao som do inhembé! Celebra a alegria deste
povo! Eis a celebração do povo, da preservação
da vida, da eternidade do santuário esmeralda, o Império
Tribal!
O
sol quando brilha na mata clareia o sentido da vida tribal. O
clã reverente se curva à casa dos ventos, para contemplar
Ye'pá'Õakhë...
...Kamaiurá,
Andirá, Mura, Xavante, Sateré-Mawé, Kanamary,
Hixkariana, Korubo, Dessana...
...Na
celebração na noite de luar, as tribos guerreiras
começaram a dançar!
E
a vida se perpetua no Império Tribal, o santuário
da vida, a terra dos Filhos de Tupã.