SINOPSE
PRIMEIRA DA ZONA LESTE 2006
"Todo
Mundo Só Pensa Naquilo... Viva o Festival da Baixaria!
E Fechem os Olhos das Criancinhas"
Apresentação
Este é um enredo diferente
que fala sobre um mundo inconseqüente que tem um povo quente
que só pensa em sacanagem.
E sacanagem é o que mais existe neste mundo, e que o povo
mais gosta, mais pensa e mais quer. E vai ver! De um ponto de
vista jamais visto, dentro de um desfile de escola de samba.
Joãozinho Trinta já contou a história da
camisinha inspirado na marchinha carnavalesca do Chacrinha “Bota
a Camisinha meu amor!”. Nos anos 80, o sexo apareceu numa
versão “Banho de Gato” no carnaval carioca.
Mas nada se compara com a história que vai entrar pra a
história! Que nossa Escola, Primeira da Zona Leste, em
uma visão crítica e muito bem humorada, atualizada
e realista! Vem contar, mostrar e sambar. No “ato”
mais “sexual” dos seres humanos.
Polemico? Sim!
Apelativo? Talvez!
Agressivo? Jamais!
Mas...
Nesse carnaval “pornográfico” que vamos apresentar,
é melhor fechar bem os olhos das criançinhas, coitadinhas!
Tão ingênuas e puras! Sínteses dos anjos do
céu aqui na terra! Será? É bom acreditarmos
que sim...
Nesses dias de sensacionalismo em que nos encontramos, apesar
de sermos absolutamente contra a censura, classificamos o nosso
carnaval proibido para maiores de 18 anos.
Vai ter muita gente do jeito que o Diabo gosta! Mas não
é só o pobre coitado do Diabo que gosta. Tem muita
gente que se diz “santa”, escondida em pele de cordeiro
ou em terno de executivo que é mais tarado do que aqueles
maníacos. E adoram uma put... Rogai por nós os verdadeiros
santos!
O mundo vive em um festival de baixarias, e algumas delas foram
a inspiração desse enredo. Tais como: o comércio
do sexo, as bizarras perversões sexuais, a pornografia
escancarada pelas ruas, bancas e televisão e a banalização
das artes.
Ninguém tem vergonha de mais nada e, fazer “sacanagem”
já se tornou um hábito natural. Seja no ato sexual
ou na vida pública diante da sociedade. É sacanagem...
Do poder pelo poder, do sexo pelo sexo. Sem sentimento sem compromisso
e sem responsabilidade!
É a sacanagem da brincadeira de mau-gosto, das pegadinhas
televisivas, da gozação. É sacanagem no governo
federal, estadual, municipal, internacional.
É a sacanagem do carnaval! Símbolo da volúpia
desprovida de responsabilidades, o carnaval livre, sem medo e
sem preconceito! Sem vergonha! É orgia, prazer grupal,
bacanal!
No meio dessa loucura e obscenidade, abriremos espaço para
a denúncia contra os abusos, principalmente os sexuais.
A pedofilia, estupros e terrorismos.
A necessidade de usar a camisinha para a prevenção
de doenças e de herdeiros indesejados? Disso todos não
sabemos!
Por isso não queremos fazer campanha pelo uso dela, e sim,
campanha por mais QUALIDADE DE VIDA! Já que a camisinha
não protege nossos olhos e nossos ouvidos das baixarias
do dia-dia.
Todos nós somos culpados por esse inferno astral que faz
até o carnaval pensar em fazer serviço social.
E pra alegria do pessoal “amigo do banheiro”, nosso
desfile termina com o início de tudo! O Jardim do Éden
e suas delícias, numa visão futurística.
Onde toda a decadência urbana se transforma nas maravilhas
do Paraíso da Criação! Imagine...
Gôgo-boys e gôgo-girls se tornarão leopardo,
panteras, tigres e onças. As prostitutas com suas bolsas
rodopiantes serão as Evas. Os garotos de programa vem de
Adãos. Eva e Adão juntos novamente! Os travestis
serão as mariposas, borboletas e abelhas. As Drags surgirão
como pavões, garças e araras coloridas. Stripers
serão as serpentes e lagartos.
Para cada “profissão”, um bichinho ou bichinha
da fauna encantada imaginária, será a transformação.
Nesse paraíso foram extintas as doenças malignas
e a tristeza. O pecado... Bem o pecado é coisa da sua cabeça!
Nessa orgia carnavalesca só existe alegria! Liberdade e
pouca fantasia! Fantasia só se for sexual!
No resultado desse carnaval malicioso, queremos ter orgasmos múltiplos
de felicidade! Abrir a cabeça, deixar de ser careta, cair
na gandaia, beijar na boca e ser feliz!
Se nosso samba te deixar excitado! Bom... Daí pegue sua
mão e bata... Palmas!!!! Ou feche também os ouvidos
das criançinhas...
Raphael Soares
Carnavalesco
Sinopse
Este
é um enredo diferente que fala sobre um mundo inconseqüente
que tem um povo quente que só pensa em sacanagem.
E sacanagem é o que mais existe neste mundo, e que o povo
mais gosta, mais pensa e mais quer. E vai ver! De um ponto de
vista jamais visto, dentro de um desfile de escola de samba.
Por isso fechem os olhos das criançinhas!!!!
É, amados, todos deveriam se afastar dos homens, aqueles
“que promovem dissensões e escândalos contra
a doutrina que aprendemos, devemos estar nos desviando deles.
Porque os tais não servem a Cristo nosso Senhor, mas ao
seu ventre; e com palavras suaves e lisonjas enganam os corações
dos inocentes”.
Ta na hora dos pequeninos irem dormir! Já que a pedofilia
é crime!
A curiosidade sobre a sexualidade e os sentimentos que ela desperta
sempre esteve presente ao longo da história da humanidade.
Várias obras de arte da Antigüidade, ou mesmo desenhos
pré-históricos retratam o corpo humano com ênfase
nos órgão genitais (masculinos principalmente).
Referências sobre o estudo do amor e do apetite sexual podem
ser encontradas desde a Idade Antiga, nos escritos do filósofo
Platão. Ele identificava o deus Eros como o deus do amor
e dos apetites sexuais, deus do instinto básico da vida,
responsável pela atração entre os corpos.
Era a força vital que impulsionava a vida. Freud referiu-se
a esse mesmo deus Eros de Platão como a Libido, força
vital de amor.
SEXO É A ORIGEM DO CARNAVAL
O Carnaval tem nas suas origens, o motivo pelo qual foi denominado
pela igreja como a “festa da carne”. Na Grécia
e em Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C. Com as sociedades
já organizadas em castas e rígidas hierarquias,
com a nobreza, o campesinato e os escravos, nitidamente separados
por classes acentuam-se as libertinagens e licenciosidades, provocadas,
ao que se supõem, pela necessidade de válvulas de
escape (era o culto ao corpo sem culpa da filosofia escolástica).
Sexo, bebidas e orgias incorporam-se, definitivamente, às
festas que, juntamente com o elemento processional e a inversão
de classes, compõem o modelo que alguns autores consideram
o fulcro estético e etimológico do carnaval. Com
as características, ora de deus da cultura do vinho e da
figueira, ora simbolizado pela Hera e pelos Pinheiros, ora representado
pelo bode. Dionísio, o deus da transformação
e da metamorfose, que havia sido expulso do Olimpo. Todo o ano
chegava à Grécia, aos primeiros raios de sol da
primavera, acompanhado de um séquito de sátiros
e ninfas sendo saudado pelos fiéis com música, danças,
algazarras, vinhos, sexo e também violência que por
vezes terminava em tragédia. Considera-se o carnaval uma
reminiscência das festas dionisíacas da Grécia
antiga, das bacanais, saturnais e lupercais romanas, todas de
caráter orgiástico.
SACANAGENS
DA HISTÓRIA... ABRIU-SE A CAIXA DE PANDORA
Zeus enviou Pandora como presente a Epimeteu cujo nome significa
("aquele que pensa depois" ou "o que reflete tardiamente").
Epimeteu havia sido avisado por Prometeu para não aceitar
nenhum presente dos deuses, mas, encantado com Pandora, desconsidera
as recomendações do irmão. Pandora chega
trazendo em suas mãos um grande vaso (pithos = jarro) fechado
que trouxera do Olimpo como presente de casamento ao marido. Pandora
abre-o diante dele e de dentro, como nuvem negra, escapam todas
as maldições e pragas que assolam todo o planeta.
Desgraças que até hoje atormentam a humanidade.
Pandora ainda tenta fechar a ânfora divina, mas era tarde
demais: ela estava vazia, com a exceção da "esperança",
que permaneceu presa junto à borda da caixa. A única
forma do homem para não sucumbir às dores e aos
sofrimentos da vida. Assim, essa narração mítica
explica a origem do males, trazida com a perspicácia e
astúcia “daquela que possui todos os dons”.
Com a caixa aberta, deu no que deu...
O homem está levando a cabo a sua própria destruição.
Não é à poluição de seu ambiente
físico natural que se refere;
Chamamos atenção, para a devastadora inundação
que ocorre no seu mundo espiritual, tanto pela apologia da violência
como pela poluição nas artes e na literatura.
Transformar o coração do homem num deserto é
mais grave que transformar em cinzas as florestas, que envenenamento
do mar, dos rios dos oceanos.
Líderes, heróis, reis! Todos se serviram de seu
poder para satisfazer seus desejos e taras mais ardentes e secretas.
Seja Calígula, Marques de Sade, Pedro Alvarez Cabral ou
Bill Clinton. Fizeram e entraram na história de um mundo
que só pensa “naquilo”. Pensam de que forma
podem extravasar seus desejos e poder! Seja sexual ou autoritário.
Seja por glória ou maldade. Os donos do mundo! A escravidão
dos povos primitivos, negros retirados de suas terras e transportados
em terríveis condições nos chamados “tumbeiros”
para serem comercializados em novas terras. Terras essas que também
já sofria com o poder dos Civilizadores aos primeiros habitantes,
os índios, condenados a destruir suas terras e servir aos
poderosos colonizadores. Tempo mais adiante, esses civilizadores,
não muito civilizados, se transformaram em padres, pastores
“universais”, politiqueiros, síndicos, vereadores,
deputados, governadores, senadores, ministros, presidentes. Recheando
esse mundo pornográfico cheio com muito mais perversões!
PERVERTIDOS
SIM!
As parafilias, antigamente chamadas de perversões sexuais,
são atitudes sexuais diferentes daquelas permitidas pela
sociedade, sendo que as pessoas que as praticam não têm
atividade sexual normal, ou seja, a sua preferência sexual
"desviada" se torna exclusiva. É importante ressaltar
que ela se torna exclusiva porque exclui o normal, mas pessoas
parafílicas podem ter dois ou mais tipos de parafilias
ao mesmo tempo. As parafilias são praticadas por uma pequena
porcentagem da população, mas como essas pessoas
cometem atitudes parafílicas com muita freqüência
e repetição, tem ocorrido um grande número
de vítimas delas. Em geral, as perversões sexuais
são mais comumente vistas em homens, e o tipo de parafilia
mais comum é a pedofilia.
Mais há ainda outros tipos de perversões como: Exibicionismo,
Voyeurismo, Fetichismo, Fetichismo transvéstico, Frotteurismo,
Masoquismo e Sadismo Sexual. Ainda existem outros “desvios
de conduta” que podem ser considerados mais grotescos.
Masters e Johnson (1954), dois pesquisadores americanos que esclareceram
diversos aspectos da fisiologia da resposta sexual humana, foram
um marco para a compreensão da função sexual.
Através de um grande laboratório humano, descreveram
o Ciclo da Resposta Sexual Humana em quatro diferentes fases,
a saber: excitação, platô, orgasmo e resolução.
Propuseram uma abordagem terapêutica cognitivo-comportamental
para os Transtornos Sexuais.
Na década de 80 do século passado, Helen S. Kaplan,
uma psicanalista também americana, acrescentou a fase do
desejo sexual a esse ciclo, estabelecendo uma abordagem terapêutica
nova e mais aprofundada para as disfunções sexuais:
tratamentos psicodinâmico focal e cognitivo-comportamental
combinados. Propôs a existência de um hipotético
centro regulador do desejo sexual, envolvendo mecanismos neurobiológicos
no núcleo hipotalâmico, no sistema límbico
e em outros circuitos neurais, que estaria alterado nos transtornos
dessa fase. Hoje em dia, acredita-se que este centro regulador
esteja em uma região do cérebro chamado Claustro.
PORNOSTARS
Não se fez a história
da pornografia. Mas é certo que é assinalada em
todas as épocas. Há, na atualidade, uma pornografia
transformada qualitativamente. Referimo-nos à pornoarte.
A pornoarte é uma pornografia requintada, dissimulada por
recursos de técnica, em que os autores puderam eliminar
o "grosseiro", um dos elementos que a caracterizam,
conservando apenas o "torpe" no conteúdo, em
que pesem a vulgaridade da linguagem e a ação obscena.
A obra de arte é maculada tendo por conteúdo a torpeza.
Arte que provoca paixões más, emoções
choque, abrindo caminhos a tendências que levam à
degradação e até mesmo à violência
criminosa, é arte pervertida.
Evidentemente, era outra coisa e muito diferente o conteúdo
das madonas terrenas ou dos nus dos grandes artistas.
Não se iludam os autores brasileiros, compondo sem motivo,
sem finalidade, com frivolidade, fogem às suas responsabilidades
de artistas.
É assim que os temas nacionais não vêm à
tona e o espírito do povo permanece ignorado ou dominado.
A pornoarte é a importação de amoralidade
de grupos sociais decadentes ou interessados na decadência.
A quem pode interessar a descaracterização da arte,
a alienação intelectual e moral de um povo?
Oferecê-la a um homem despreparado é solapar a conscientização
nacional. É um complemento da subarte, da subliteratura,
a poluir a atmosfera espiritual dos homens.
É destruindo a mulher que o homem destrói a si próprio.
Destruindo a imagem de santa, de mãe, de esposa, de irmã,
de filha, de criança; de mulher em que a beleza se revela
em todos os seus aspectos; destruindo a noção do
bem na mulher, tornando-a exclusivamente objeto sexual; - o homem
desce na escala animal, se desvaloriza e se destrói.
O bem florescerá combatendo-se idéia com idéia.
A reação contra esse estado de coisas deve partir
dos próprios artistas e escritores, alertados para os objetivos
alienantes da pornoarte, que, através de histórias
anedóticas, poemas obscenos, palavrões nas representações
e na linguagem do autor, pornochanchadas; concorrem com as historietas
de quadrinhos importadas, fotonovelas de péssima qualidade,
dramalhões sobre taras, e com a própria pornografia
clandestina.
"O
homem está condenado, pela sua simples existência,
a afirmar o que tenta negar, a começar pela própria
morte." Talvez porque muito falamos sobre sexo, prazeres,
paraísos nunca sentimos tantos medos, tantas dores, tanto
tédio, pestes e barbáries tão infernais em
nossos cotidianos. A pornografia é um método de
aniquilar o corpo humano. Mas a matéria prima da pornografia
é a palavra aliada à imaginação fantasiosa.
A censura inquisitorial e a defesa das cortes absolutistas ridicularizadas
em panfletos político-pornográficos obscenos e subversivos
à época da Revolução Francesa (1789)
valorizaram e encareceram os impressos pornôs de então.
A sensação vitalista e individualista é uma
das resultantes do contato do homem moderno com a indústria
cultural pornográfica. A pornografia está nos fazendo
mais assexuados?
DA
CAMA AO NOVO JARDIM DAS DELÍCIAS
Às vezes ela passa despercebida, mas não há
como negar que é fiel companheira dos casais apaixonados.
A cama quase sempre é o ponto final de um romance, de uma
paquera, de um flerte ou até mesmo de uma aventura amorosa.
Esse pequeno espaço de poucos centímetros quadrados
esconde segredos que atiçam as mais diversas sensações
humanas. Pode ser a ira de um marido traído, a curiosidade
de um voyeur, o desejo dos apaixonados. Não importa. O
que vale é saber que, quando a coisa esquentar, ela vai
estar ali, pronta para recepcionar a lascívia dos homens
e das mulheres.
E é em cima de uma cama que vamos gerar o novo Jardim do
Éden. Criando uma fauna encantada feita pelos seres da
noite urbana. Cada um com sua comparação.
Gôgo-boys e gôgo-girls se tornarão leopardo,
panteras, tigres e onças. As prostitutas com suas bolsas
rodopiantes serão as Evas. Os garotos de programa virão
de Adão. Eva e Adão juntos novamente! Os travestis
serão as mariposas, borboletas e abelhas. As Drags surgirão
como pavões, garças e araras coloridas. Stripers
serão as serpentes e lagartos.
Debaixo dos lençóis vale tudo? Hoje sim, mas nem
sempre foi assim. Houve época em que as pessoas podiam
dormir juntas, mas não podiam nem encostar os pés
um no outro. Pra quem gosta de saborear diferenças, é
só pagar bem que terá alguém. E esse alguém
pode dar o “troco”, mas não te dará
um beijo!
Nesse novo paraíso não existe preconceito! Só
existe a felicidade eterna. Não há endemias só
alegrias! Ninguém pensa em morrer, só no prazer
de viver!
No festival de baixarias públicas em que vivemos atualmente.
O importante mesmo é tentar buscar essa felicidade. E ser
feliz de qualquer jeito a qualquer custo!
Mesmo que tenhamos que fechar os olhos das criançinhas...
“Tudo
azul...
Adão e Eva no paraíso!
Tudo azul...
Sem pecado e sem juízo”.