MIGUEL PAUL
PRESIDENTE DE HONRA

ARTHUR MACEDO
PRESIDENTE EXECUTIVO

 

SINOPSE PATRIMÔNIO DO FOLIÃO 2006

 

"O Maior Espetáculo da Terra"

 

Apresentação:

Carnaval, tão retratado, tão falado
Mas também sempre será amado
Paixão nacional
Maravilha cultural
História imensa
Riqueza intensa
Venha conhecer
O mundo de beleza e prazer


Baluartes que o samba criou...

Tantos bambas, majestosos e malandros, transformaram meros blocos de sujos e foliões arruaceiros no que futuramente seria o maior espetáculo da terra. São vários seus nomes: Carlos Cachaça, Noel, Sinhô, Ismael, Paulo da Portela, Natal, Bide,
Ismael Silva, Candeia, Newton Bastos, Cartola, e tantos outros, que organizaram as primeiras escolas de samba. Do cacique se deixou falar, e a Deixa Falar surge como a primeira escola de samba, que se chamaria depois, Portela. Após sua criação, o morro da mangueira desceu em festa, e surge a Estação Primeira de Mangueira, a segunda escola de samba. Disputando na praça onze, iniciando-se em 32, o desfile das escolas de samba jamais ficou parado no tempo.

Durante vinte anos, várias escolas foram criadas, foram incorporados sons, fantasias, ritmos de outras manifestações carnavalescas, como as baterias dos cordões, as alegorias dos corsos, os destaques de luxo dos ranchos. Tudo era numa era de criação, a criação da folia, uma novidade bruta que estava se lapidando.

Anos cinqüenta: as escolas se consolidam, se mostram fortes e dispostas a competir e evoluir. A inovação é fundamental, e o campeonato também.


E o samba evoluiu, o mundo inteiro aplaudiu..

As escolas crescendo, se tornando famosas, competindo cada vez mais. Carros alegóricos deixaram de ser meros calhambeques, eram esculturas, destaques de luxo e as fantasias começaram a ter volume. As baterias se cadenciaram, os sambas se tornaram mais famosos. A plástica começou a ser considerada também. Joãozinho Trinta, Fernando Pinto e Arlindo Rodrigues mostravam graça, beleza, luxo e ousadia, enquanto o Mestre André, pra corrigir uma cadência errada, parou a bateria da escola e retornou triunfalmente. Foi criada a paradinha. Grandes bambas, portas bandeiras, mestres-salas, intérpretes faziam pro povão a alegria contagiante. As escolas passaram a ser óperas populares, uma mescla de beleza e empolgação.


Carnaval SA, oi maior espetáculo da terra:

Anos oitenta, cria-se a liga independente das escolas de samba, e assim, as escolas passam a ter poder turístico. Aos poucos os sambistas e bambas passaram a ser substituída por turistas, a plástica passou a ter cada vez mais valor. Grandes e épicos carnavais foram feitos. O ziriguidum de 2001 dançou em Padre Miguel em 85, a mesma escola projetou e construiu Tupinicópolis na cabeça do espectador, onde tinha a boite saci, o shopping boitatá. A Beija Flor, em 89, implorou para os ratos e os urubus largarem sua fantasia, e até hoje é imitada pelo enorme feito. O Salgueiro pegou a onda e navegou no ita, saiu campeão e assim o fez. Tantos desfiles, tantas lembranças, que estão sendo perdidas.
O comércio tomou conta dos desfiles, são estadas, empresas, pessoas, que viram desfiles frios e sem animação. Mas a esperança é a última que morre, pois os pedidos dos sambistas é que a bênção dos criadores dessa maravilhosa festa seja dada a todas as escolas, para, assim, elas combinarem a tecnologia de agora, com a animação e a paixão de antigamente, e fazer, verdadeiramente, o MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA.

Ass:
Raphael Aguiar