SINOPSE
PATRIMÔNIO DO FOLIÃO 2006
"O
Maior Espetáculo da Terra"
Apresentação:
Carnaval, tão retratado, tão
falado
Mas também sempre será amado
Paixão nacional
Maravilha cultural
História imensa
Riqueza intensa
Venha conhecer
O mundo de beleza e prazer
Baluartes que o samba criou...
Tantos bambas, majestosos e malandros,
transformaram meros blocos de sujos e foliões arruaceiros
no que futuramente seria o maior espetáculo da terra. São
vários seus nomes: Carlos Cachaça, Noel, Sinhô,
Ismael, Paulo da Portela, Natal, Bide,
Ismael Silva, Candeia, Newton Bastos, Cartola, e tantos outros,
que organizaram as primeiras escolas de samba. Do cacique se deixou
falar, e a Deixa Falar surge como a primeira escola de samba,
que se chamaria depois, Portela. Após sua criação,
o morro da mangueira desceu em festa, e surge a Estação
Primeira de Mangueira, a segunda escola de samba. Disputando na
praça onze, iniciando-se em 32, o desfile das escolas de
samba jamais ficou parado no tempo.
Durante vinte anos, várias
escolas foram criadas, foram incorporados sons, fantasias, ritmos
de outras manifestações carnavalescas, como as baterias
dos cordões, as alegorias dos corsos, os destaques de luxo
dos ranchos. Tudo era numa era de criação, a criação
da folia, uma novidade bruta que estava se lapidando.
Anos cinqüenta: as escolas se
consolidam, se mostram fortes e dispostas a competir e evoluir.
A inovação é fundamental, e o campeonato
também.
E o samba evoluiu, o mundo inteiro aplaudiu..
As escolas crescendo, se tornando
famosas, competindo cada vez mais. Carros alegóricos deixaram
de ser meros calhambeques, eram esculturas, destaques de luxo
e as fantasias começaram a ter volume. As baterias se cadenciaram,
os sambas se tornaram mais famosos. A plástica começou
a ser considerada também. Joãozinho Trinta, Fernando
Pinto e Arlindo Rodrigues mostravam graça, beleza, luxo
e ousadia, enquanto o Mestre André, pra corrigir uma cadência
errada, parou a bateria da escola e retornou triunfalmente. Foi
criada a paradinha. Grandes bambas, portas bandeiras, mestres-salas,
intérpretes faziam pro povão a alegria contagiante.
As escolas passaram a ser óperas populares, uma mescla
de beleza e empolgação.
Carnaval SA, oi maior espetáculo da terra:
Anos oitenta, cria-se a liga independente
das escolas de samba, e assim, as escolas passam a ter poder turístico.
Aos poucos os sambistas e bambas passaram a ser substituída
por turistas, a plástica passou a ter cada vez mais valor.
Grandes e épicos carnavais foram feitos. O ziriguidum de
2001 dançou em Padre Miguel em 85, a mesma escola projetou
e construiu Tupinicópolis na cabeça do espectador,
onde tinha a boite saci, o shopping boitatá. A Beija Flor,
em 89, implorou para os ratos e os urubus largarem sua fantasia,
e até hoje é imitada pelo enorme feito. O Salgueiro
pegou a onda e navegou no ita, saiu campeão e assim o fez.
Tantos desfiles, tantas lembranças, que estão sendo
perdidas.
O comércio tomou conta dos desfiles, são estadas,
empresas, pessoas, que viram desfiles frios e sem animação.
Mas a esperança é a última que morre, pois
os pedidos dos sambistas é que a bênção
dos criadores dessa maravilhosa festa seja dada a todas as escolas,
para, assim, elas combinarem a tecnologia de agora, com a animação
e a paixão de antigamente, e fazer, verdadeiramente, o
MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA.
Ass:
Raphael Aguiar