SINOPSE
UNIDOS DO PAIOL 2006
“O
Mais Importante é o Amor...”
A
criação e a Evolução da Terra
Aleluia!
Seres angelicais, com espíritos
puros e eleitos pelo Supremo Senhor unem-se para ter o controle
de um grande acontecimento em nosso universo: A criação
da Terra e de todo o Sistema Solar.
Ocorre o Big-Bang e nosso planeta,
juntamente com os outros do sistema solar, desprendia-se do sol,
como uma bola de fogo lançada no espaço. Em seu
primeiro estado, o primitivo, a terra estava em estado liquido,
como uma grande massa incandescente, onde o ar era extremamente
dilatado, misturado com a água em forma de vapor, com metais,
enxofre e carbono em estado gasoso, formando uma atmosfera tão
densa que nem os raios solares podiam atravessá-la.
Outra característica do período
primário foi o início da solidificação
da crosta terrestre, devido ao pequeno esfriamento que ocorreu,
que é formada essencialmente por granito. Matérias
que estavam na atmosfera acabaram precipitando-se, formando lagos
de enxofre e betume. Grandes tempestades também ocorriam,
devido à vaporização das águas que
caíam sobre o solo ardente. Também não existia
vida animal ou vegetal durante esse período.
O período de transição
caracterizou-se por vulcões que lançavam a lava
contida no interior do planeta. A terra era quase toda coberta
por águas rasas, o ar tinha gás carbônico
em excesso e era impróprio à respiração
de animais terrestres. Foi nesse período que surgiram os
primeiros seres vivos: vegetais e animais marinhos. O deslocamento
das águas deu origem a grandes camadas de carvão-de-pedra
em toda a superfície e os pólos, ainda não
eram cobertos de gelo, pois o planeta era aquecido pelo seu núcleo
e não pelo sol.
No período secundário,
vão aparecendo diversas camadas de aspecto mineral. Nascem
também as primeiras árvores, animais aquáticos
ou anfíbios, peixes, cetáceos e os répteis
gigantescos.
Há uma interrupção
na produção da vida na terra no período terciário.
As camadas terrestres vão ganhando espessura e comprimindo
o núcleo magmático. Essa compressão provocou
explosões que quebravam a massa terrestre e deu forma a
picos e montanhas. Quando a terra chegou a um estado mais calmo,
a vida reapareceu na forma de vegetais, animais e também
os pássaros.
No período diluviano, as águas
foram violentamente arremessadas, invadindo continentes. Os picos
das montanhas e os pólos começaram a congelar e
muitos animais morreram de fome, pela inundação
ou devorando-se devido à escassez de alimentos.
Após o período diluviano,
temos o período atual. Logo que o equilíbrio foi
restabelecido na terra, toda a vida vegetal e animal voltaram
a surgir, porém, na forma que conhecemos hoje. Foi neste
período que surgiu o homem, evoluído dos primatas,
que já existiam no período pré-diluviano.
O
Ser Humano – Surgido das Mãos do Divino Escultor
Das mãos do Divino Escultor
surgiu o homem. Criado e aperfeiçoado com o passar dos
anos, o homem, recém evoluído dos primatas, sai
das cavernas e se espalha pela Terra.
O tempo passa e com ele a evolução.
As mãos do Escultor vão alterando e fixando no homem
as características atuais. Sua aparência física,
as diferenças com os primatas e as mudanças de acordo
com a região do Globo.
Essas características referem-se
ao corpo físico dos seres humanos, porém todos fomos
criados com um espírito incorpóreo e eterno. Uma
chama, um clarão, que tem sua cor própria de acordo
com seu nível de pureza. Que se locomove com a velocidade
do pensamento e pode atravessar qualquer matéria. É
envolvido por uma substância vaporosa, chamada de perispírito,
que pode mudar de forma e até mesmo ser visto.
Os espíritos são divididos
em três graus de perfeição: Os Espíritos
Puros, Bons Espíritos e Espíritos Imperfeitos.
Os
Vários Mundos
Porém não estamos sós
no universo como muitos pensam. Existem muitos outros mundos habitados
além do nosso, alguns mais e outros menos desenvolvidos.
Existem os mundos primitivos, onde
os habitantes ainda são bárbaros e selvagens. Neles,
a forma humana não tem nenhuma beleza, não há
sentimento de delicadeza ou de benevolência e a força
bruta é a única lei. Sem indústrias ou invenções,
passam a vida em busca de alimentos.
Há também os mundos
de expiação e provas. Lá vivem os espíritos
que já realizaram algum progresso, mas ainda apresentam
muitas imperfeições morais. Então, Deus o
coloca nesses mundos ingratos, para que eles possam pagar seus
débitos e evoluir até atingir um mundo de nível
mais elevado.
Os mundos de regeneração
servem de transição entre os mundos de expiação
e de felicidade. O corpo ainda é sujeito às leis
da matéria, mas consegue se libertar das suas sensações
e desejos. Porém, ainda não há a liberdade
perfeita, que só será alcançada nos mundos
de felicidade.
E ao atingir o mais alto grau de
perfeição, o homem chega a um mundo de felicidade,
onde a vida moral e material é muito diferente de nosso
planeta. A forma também é humana, porém embelezada,
aperfeiçoada e purificada.
O corpo não tem mais as necessidades
terrestres e não está sujeito a doenças e
deteriorações. É leve e pode planar na atmosfera.
Emanam uma luz divina e não há mais o semblante
dos sofrimentos e das paixões da vida terrena.
Os corpos também se desenvolvem
mais rápido e a infância é curta. A vida é
muito mais longa que em nosso planeta, é possível
até a transmissão de pensamentos e a morte não
traz consigo a decomposição do corpo. Podemos dizer
também que o mal não existe, pois não há
ambição, escravidão, ódios, ciúmes
e guerras.
Nos dias atuais, a Terra é
considerada um mundo de expiação. Todos os planetas
de nosso sistema são habitados, porém alguns mais
e outros menos evoluídos que a Terra. Júpiter, por
exemplo, está muito próximo de alcançar a
perfeição. Marte, por outro lado, é menos
evoluído que a Terra. O Sol não é habitado,
mas é um local onde os Espíritos Superiores se reúnem
e de lá irradiam seus pensamentos para os outros mundos.
O
Exílio Missionário – As quatro grandes raças
Eis que há 42 anos luz da
terra, existe uma estrela na constelação de Cocheiro,
chamada Capela. Ela caminhava para a purificação
física e moral de seus habitantes e já estava preste
a atingir o ápice de seu ciclo evolutivo.
Porém, milhões de espíritos
rebeldes dificultavam este processo de evolução
e foram exilados na terra com duas importantes missões:
evoluir e levar seus irmãos inferiores à evolução.
Com o coração sofrido
pela saudade de sua terra, reencarnaram no meio de raças
ignorantes e primitivas e trabalhariam na terra, com o consolo
e afago de Jesus.
Com o passar dos anos, aqueles seres
foram reunindo-se de acordo com as afinidades que tinham em Capela
e deram origem a quatro grandes raças: os Árias,
a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas
da Índia.
Trouxeram consigo lembranças
de seu antigo mundo e todas as suas tradições, defeitos
e virtudes passaram de geração a geração
e até hoje se encontram registradas nas páginas
das Sagradas Escrituras.
Os Árias: Esta raça
fixou-se nos Planaltos da Pérsia, depois de séculos
de migrações, pois procuravam as emoções
de uma nova terra devido ao seu caráter livre e insubmisso.
Traziam consigo uma revolta íntima com a decisão
divina. Após muito tempo voltaram ao culto divino venerando
as forças da natureza, o fogo e sacrificando vítimas
e objetos. Uma das suas maiores virtudes era a facilidade de relacionamento
com os selvagens e querendo restabelecer o paraíso de onde
foram retirados, criaram as primeiras organizações
coletivas com agricultura, indústrias pastoris e o tratamento
direto com o solo.
A Civilização do Egito:
Os egípcios foram aqueles que mais se destacarem na prática
do Bem e no culto da Verdade. Eles tinham os menores débitos
perante a justiça divina e tinham um único desejo:
trabalhar devotamente para voltar a Capela. Tinham uma preocupação
incessante com a morte e depois de deixarem sua passagem registrada
nas pirâmides, voltaram a sua amada pátria.
O Povo de Israel: O povo de Israel
conseguiu manter inalteradas todas suas características,
como a certeza da existência de Deus. Porém, este
povo era orgulhoso e nunca deixava de demonstrar a sua vaidade
espiritual. Neste povo existiu Moisés, um mensageiro de
Deus, que recebeu os Dez Mandamentos e que até hoje são
a base da justiça do mundo. Outra característica
desse povo é o monoteísmo e mesmo passando quarenta
anos caminhando pelo deserto, sua fé apenas se fortaleceu.
As castas da Índia: Os Hindus
foram os primeiros a formar uma sociedade organizada, deram origem
à civilização egípcia, aos grupos
israelitas e cultivavam as lendas de um mundo perdido. Os “mahatmas”
criaram um ambiente de grandeza espiritual, deixando uma mensagem
de amor e esperança. Porém, não se compadeceram
das raças mais atrasadas, que eram castigadas e punidas
ao aproximar-se.
A maioria dos espíritos exilados
na terra já puderam voltar a doce luz de Capela após
anos e anos de sofrimentos expiatórios, porém alguns
ainda permanecem na terra devido ao seu alto débito com
a justiça divina.
A
Vinda de Jesus – A grande lição de amor
E os seres angelicais reúnem-se
novamente, pois a Terra já havia chegado a sua maturidade
e é decidido que a lição do Salvador deveria
brilhar no mundo para todos os homens. E com a luz de espíritos
iluminados no céu, nasce Jesus, que em sua manjedoura,
já nos deu a primeira lição, que seria a
chave de todas as virtudes: a humildade.
Jesus deixou na terra todos os fundamentos
da verdade e do amor. Não escolheu os lugares mais luxuosos
e sim os mais pobres, pregando em praças públicas
e alcançando os seres mais “desclassificados”.
Ele nos deixou uma grande lição
de amor, ensinando a todos que o mais importante é o amor.
Espalhou a visão da imortalidade e ensinou que a verdadeira
vida não está sobre a terra.
Sua lição tornou-se
imortal e é exemplo para todos sobre a face da terra. É
o caminho para todos aqueles que desejam alcançar uma vida
eterna de paz e luz.
A
Missão do Homem – Evoluir
Para que o homem possa atingir a
perfeição, Deus faz com que seu espírito
encarne no mundo e ali ele tem de cumprir uma missão estipulada
pelo Criador: Evoluir.
Deus cria a todos os espíritos
de forma igual, sem distinção. Todos nascem ignorantes
e com o passar do tempo começam a aprender e através
do livre-arbítrio ele passa a tomar as suas decisões
e evoluir, quer seja de uma forma mais lenta, ou mais rápida,
dependendo de seus atos.
Porém, a vida corpórea
se extingue e voltamos a viver no mundo espiritual. Este mundo
é o nosso mundo natural, onde viveremos eternamente e é
nele que colhemos os frutos de nossas ações na terra.
O bem e o mal que praticamos, define se sofreremos ou gozaremos
nesse mundo.
O “céu” e o “inferno”,
tão imaginados pela mente humana não existem. Onde
há um espírito jubilante, ali é o céu
e onde há um espírito sofrendo, ali é o inferno.
O espírito que sofre pelas
maldades feitas em sua vida terrena, graças à justiça
divina, tem a chance de regenerar. Para isso ele precisa arrepender-se,
expiar seus erros, recebendo todas as conseqüências
físicas e morais dos seus atos e reparar seus erros, fazendo
o bem àqueles que tinha feito algum mal.
Para que a justiça divina
seja cumprida na vida de todas as suas criaturas, Deus nos dá
a grande graça da reencarnação. Assim, o
ser humano pode retornar à vida terrena, expiar seus erros,
progredir física, moral e intelectualmente e atingir assim
um nível espiritual de felicidade plena, sem dor, sem culpa
e sob a luz eterna de Deus, o seu Supremo Criador.
Amém!
Michel
Laçzynski
Carnavalesco