MIGUEL PAUL
PRESIDENTE DE HONRA

ARTHUR MACEDO
PRESIDENTE EXECUTIVO

 

SINOPSE UNIDOS DO PAIOL 2006

 

“O Mais Importante é o Amor...”

A criação e a Evolução da Terra

Aleluia!

Seres angelicais, com espíritos puros e eleitos pelo Supremo Senhor unem-se para ter o controle de um grande acontecimento em nosso universo: A criação da Terra e de todo o Sistema Solar.

Ocorre o Big-Bang e nosso planeta, juntamente com os outros do sistema solar, desprendia-se do sol, como uma bola de fogo lançada no espaço. Em seu primeiro estado, o primitivo, a terra estava em estado liquido, como uma grande massa incandescente, onde o ar era extremamente dilatado, misturado com a água em forma de vapor, com metais, enxofre e carbono em estado gasoso, formando uma atmosfera tão densa que nem os raios solares podiam atravessá-la.

Outra característica do período primário foi o início da solidificação da crosta terrestre, devido ao pequeno esfriamento que ocorreu, que é formada essencialmente por granito. Matérias que estavam na atmosfera acabaram precipitando-se, formando lagos de enxofre e betume. Grandes tempestades também ocorriam, devido à vaporização das águas que caíam sobre o solo ardente. Também não existia vida animal ou vegetal durante esse período.

O período de transição caracterizou-se por vulcões que lançavam a lava contida no interior do planeta. A terra era quase toda coberta por águas rasas, o ar tinha gás carbônico em excesso e era impróprio à respiração de animais terrestres. Foi nesse período que surgiram os primeiros seres vivos: vegetais e animais marinhos. O deslocamento das águas deu origem a grandes camadas de carvão-de-pedra em toda a superfície e os pólos, ainda não eram cobertos de gelo, pois o planeta era aquecido pelo seu núcleo e não pelo sol.

No período secundário, vão aparecendo diversas camadas de aspecto mineral. Nascem também as primeiras árvores, animais aquáticos ou anfíbios, peixes, cetáceos e os répteis gigantescos.

Há uma interrupção na produção da vida na terra no período terciário. As camadas terrestres vão ganhando espessura e comprimindo o núcleo magmático. Essa compressão provocou explosões que quebravam a massa terrestre e deu forma a picos e montanhas. Quando a terra chegou a um estado mais calmo, a vida reapareceu na forma de vegetais, animais e também os pássaros.

No período diluviano, as águas foram violentamente arremessadas, invadindo continentes. Os picos das montanhas e os pólos começaram a congelar e muitos animais morreram de fome, pela inundação ou devorando-se devido à escassez de alimentos.

Após o período diluviano, temos o período atual. Logo que o equilíbrio foi restabelecido na terra, toda a vida vegetal e animal voltaram a surgir, porém, na forma que conhecemos hoje. Foi neste período que surgiu o homem, evoluído dos primatas, que já existiam no período pré-diluviano.

O Ser Humano – Surgido das Mãos do Divino Escultor

Das mãos do Divino Escultor surgiu o homem. Criado e aperfeiçoado com o passar dos anos, o homem, recém evoluído dos primatas, sai das cavernas e se espalha pela Terra.

O tempo passa e com ele a evolução. As mãos do Escultor vão alterando e fixando no homem as características atuais. Sua aparência física, as diferenças com os primatas e as mudanças de acordo com a região do Globo.

Essas características referem-se ao corpo físico dos seres humanos, porém todos fomos criados com um espírito incorpóreo e eterno. Uma chama, um clarão, que tem sua cor própria de acordo com seu nível de pureza. Que se locomove com a velocidade do pensamento e pode atravessar qualquer matéria. É envolvido por uma substância vaporosa, chamada de perispírito, que pode mudar de forma e até mesmo ser visto.

Os espíritos são divididos em três graus de perfeição: Os Espíritos Puros, Bons Espíritos e Espíritos Imperfeitos.

Os Vários Mundos

Porém não estamos sós no universo como muitos pensam. Existem muitos outros mundos habitados além do nosso, alguns mais e outros menos desenvolvidos.

Existem os mundos primitivos, onde os habitantes ainda são bárbaros e selvagens. Neles, a forma humana não tem nenhuma beleza, não há sentimento de delicadeza ou de benevolência e a força bruta é a única lei. Sem indústrias ou invenções, passam a vida em busca de alimentos.

Há também os mundos de expiação e provas. Lá vivem os espíritos que já realizaram algum progresso, mas ainda apresentam muitas imperfeições morais. Então, Deus o coloca nesses mundos ingratos, para que eles possam pagar seus débitos e evoluir até atingir um mundo de nível mais elevado.

Os mundos de regeneração servem de transição entre os mundos de expiação e de felicidade. O corpo ainda é sujeito às leis da matéria, mas consegue se libertar das suas sensações e desejos. Porém, ainda não há a liberdade perfeita, que só será alcançada nos mundos de felicidade.

E ao atingir o mais alto grau de perfeição, o homem chega a um mundo de felicidade, onde a vida moral e material é muito diferente de nosso planeta. A forma também é humana, porém embelezada, aperfeiçoada e purificada.

O corpo não tem mais as necessidades terrestres e não está sujeito a doenças e deteriorações. É leve e pode planar na atmosfera. Emanam uma luz divina e não há mais o semblante dos sofrimentos e das paixões da vida terrena.

Os corpos também se desenvolvem mais rápido e a infância é curta. A vida é muito mais longa que em nosso planeta, é possível até a transmissão de pensamentos e a morte não traz consigo a decomposição do corpo. Podemos dizer também que o mal não existe, pois não há ambição, escravidão, ódios, ciúmes e guerras.

Nos dias atuais, a Terra é considerada um mundo de expiação. Todos os planetas de nosso sistema são habitados, porém alguns mais e outros menos evoluídos que a Terra. Júpiter, por exemplo, está muito próximo de alcançar a perfeição. Marte, por outro lado, é menos evoluído que a Terra. O Sol não é habitado, mas é um local onde os Espíritos Superiores se reúnem e de lá irradiam seus pensamentos para os outros mundos.

O Exílio Missionário – As quatro grandes raças

Eis que há 42 anos luz da terra, existe uma estrela na constelação de Cocheiro, chamada Capela. Ela caminhava para a purificação física e moral de seus habitantes e já estava preste a atingir o ápice de seu ciclo evolutivo.

Porém, milhões de espíritos rebeldes dificultavam este processo de evolução e foram exilados na terra com duas importantes missões: evoluir e levar seus irmãos inferiores à evolução.

Com o coração sofrido pela saudade de sua terra, reencarnaram no meio de raças ignorantes e primitivas e trabalhariam na terra, com o consolo e afago de Jesus.

Com o passar dos anos, aqueles seres foram reunindo-se de acordo com as afinidades que tinham em Capela e deram origem a quatro grandes raças: os Árias, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia.

Trouxeram consigo lembranças de seu antigo mundo e todas as suas tradições, defeitos e virtudes passaram de geração a geração e até hoje se encontram registradas nas páginas das Sagradas Escrituras.

Os Árias: Esta raça fixou-se nos Planaltos da Pérsia, depois de séculos de migrações, pois procuravam as emoções de uma nova terra devido ao seu caráter livre e insubmisso. Traziam consigo uma revolta íntima com a decisão divina. Após muito tempo voltaram ao culto divino venerando as forças da natureza, o fogo e sacrificando vítimas e objetos. Uma das suas maiores virtudes era a facilidade de relacionamento com os selvagens e querendo restabelecer o paraíso de onde foram retirados, criaram as primeiras organizações coletivas com agricultura, indústrias pastoris e o tratamento direto com o solo.

A Civilização do Egito: Os egípcios foram aqueles que mais se destacarem na prática do Bem e no culto da Verdade. Eles tinham os menores débitos perante a justiça divina e tinham um único desejo: trabalhar devotamente para voltar a Capela. Tinham uma preocupação incessante com a morte e depois de deixarem sua passagem registrada nas pirâmides, voltaram a sua amada pátria.

O Povo de Israel: O povo de Israel conseguiu manter inalteradas todas suas características, como a certeza da existência de Deus. Porém, este povo era orgulhoso e nunca deixava de demonstrar a sua vaidade espiritual. Neste povo existiu Moisés, um mensageiro de Deus, que recebeu os Dez Mandamentos e que até hoje são a base da justiça do mundo. Outra característica desse povo é o monoteísmo e mesmo passando quarenta anos caminhando pelo deserto, sua fé apenas se fortaleceu.

As castas da Índia: Os Hindus foram os primeiros a formar uma sociedade organizada, deram origem à civilização egípcia, aos grupos israelitas e cultivavam as lendas de um mundo perdido. Os “mahatmas” criaram um ambiente de grandeza espiritual, deixando uma mensagem de amor e esperança. Porém, não se compadeceram das raças mais atrasadas, que eram castigadas e punidas ao aproximar-se.

A maioria dos espíritos exilados na terra já puderam voltar a doce luz de Capela após anos e anos de sofrimentos expiatórios, porém alguns ainda permanecem na terra devido ao seu alto débito com a justiça divina.

A Vinda de Jesus – A grande lição de amor

E os seres angelicais reúnem-se novamente, pois a Terra já havia chegado a sua maturidade e é decidido que a lição do Salvador deveria brilhar no mundo para todos os homens. E com a luz de espíritos iluminados no céu, nasce Jesus, que em sua manjedoura, já nos deu a primeira lição, que seria a chave de todas as virtudes: a humildade.

Jesus deixou na terra todos os fundamentos da verdade e do amor. Não escolheu os lugares mais luxuosos e sim os mais pobres, pregando em praças públicas e alcançando os seres mais “desclassificados”.

Ele nos deixou uma grande lição de amor, ensinando a todos que o mais importante é o amor. Espalhou a visão da imortalidade e ensinou que a verdadeira vida não está sobre a terra.

Sua lição tornou-se imortal e é exemplo para todos sobre a face da terra. É o caminho para todos aqueles que desejam alcançar uma vida eterna de paz e luz.

A Missão do Homem – Evoluir

Para que o homem possa atingir a perfeição, Deus faz com que seu espírito encarne no mundo e ali ele tem de cumprir uma missão estipulada pelo Criador: Evoluir.

Deus cria a todos os espíritos de forma igual, sem distinção. Todos nascem ignorantes e com o passar do tempo começam a aprender e através do livre-arbítrio ele passa a tomar as suas decisões e evoluir, quer seja de uma forma mais lenta, ou mais rápida, dependendo de seus atos.

Porém, a vida corpórea se extingue e voltamos a viver no mundo espiritual. Este mundo é o nosso mundo natural, onde viveremos eternamente e é nele que colhemos os frutos de nossas ações na terra. O bem e o mal que praticamos, define se sofreremos ou gozaremos nesse mundo.

O “céu” e o “inferno”, tão imaginados pela mente humana não existem. Onde há um espírito jubilante, ali é o céu e onde há um espírito sofrendo, ali é o inferno.

O espírito que sofre pelas maldades feitas em sua vida terrena, graças à justiça divina, tem a chance de regenerar. Para isso ele precisa arrepender-se, expiar seus erros, recebendo todas as conseqüências físicas e morais dos seus atos e reparar seus erros, fazendo o bem àqueles que tinha feito algum mal.

Para que a justiça divina seja cumprida na vida de todas as suas criaturas, Deus nos dá a grande graça da reencarnação. Assim, o ser humano pode retornar à vida terrena, expiar seus erros, progredir física, moral e intelectualmente e atingir assim um nível espiritual de felicidade plena, sem dor, sem culpa e sob a luz eterna de Deus, o seu Supremo Criador.

Amém!

Michel Laçzynski
Carnavalesco