MIGUEL PAUL
PRESIDENTE DE HONRA

ARTHUR MACEDO
PRESIDENTE EXECUTIVO

 

SINOPSE IMPÉRIO DO VALE 2006

 

"Em Se Cumprindo o Dia-a-dia, Se Fez a Profecia..."

 

“Houve um período de Trevas em que a Humanidade foi assombrada pelo caos da diferença étnica. O frio e o desolamento individual alimentavam o egocentrismo dos grupos da sociedade primitiva, e, então os sábios sentiram a necessidade de criar. Criou-se então, a filosofia, a ciência do pensamento e do saber. Daí foi um passo a inventarem a religião baseada numa força divinal maior, como o poder de uma mãe gerando um filho. Deu-se através desta crença o início de uma nova Era, o Templo do Paganismo.”

Mas, o ser humano, não sobrevive sem os conflitos internos e externos. Desde o “inventar do saber” o homem tomou a proporção da busca da própria verdade, e insistiu nela. Aquela verdade subjetiva, que somada a fatos plausíveis ganham veracidade. Sultões, templos, pirâmides e palácios não sobreviveriam aos mais pobres, quando a ira Messiânica chegasse à terra trazida por um Deus e/ou seu filho. Tudo apontava para outros tempos. Era o início para buscar a justiça dos povos oprimidos pelo capitalismo primitivo; e, surge dos pobres então, aquele que seria o Messias.

A chegada deste homem trouxe abalos ao capitalismo e esperanças às vitimas de perseguições. Criou-se uma Guerra, que como profecia, auferia toda Humanidade em sua Torre de Babel até o final dos tempos. Com sua tortura e morte por crucificação, os perseguidos ganharam a compaixão e seu legado ganhou força arrastando fiéis ao novo Templo, o do Cristianismo, pondo fim ao Paganismo e iniciando a nova Era da Salvação Humana. A profecia da Guerra humana e seus ideais estavam se firmando cada vez mais.

O tempo passou, e no velho continente e oriente - médio, o mercantilismo predominava sua cultura e força, o sangue entre os povos ainda parecia minar da terra para a superfície. Nesta fase, o Homem não tinha inventado somente a religião, como também o dinheiro e o sistema político-econômico. A evolução foi inevitável. Grécia e Roma se destacavam no aumento demográfico e científico. Era um período em que as artes e filosofias tornaram-se valorizadas pela necessidade de guardar sua História. Necessidade esta surgida da falta de estudos da origem, o que resultou num embate de idéias religiosas.

Este tempo foi marcado por muito sangue, porque a ambição e o poderio tomavam conta de várias nações. Etruscos, Vikings, Mongóis, Romanos, Gregos, Sírios e Egípcios queriam a riqueza, e esta estava simbolizada na terra, a mesma que estava banhada em sangue e minando mais sangue. Nesta época, a bíblia e suas profecias, eram os únicos relatos de uma civilização pequena que expandia seus conhecimentos pelo mundo. O templo do Cristianismo não se contentou somente em querer a terra, mais sim a compaixão ao próximo, tolerância e aceitação pelo bem comum.

Era o Cristianismo versos o Poder. Mas, o catolicismo ergueu seu templo, e a idéia de pregar o Cristianismo virou um fanatismo tão grande que através dos tempos, as indulgências surgiam para erguerem-se seus templos. Se não reconhecessem Cristo pelo amor, reconheceriam pela dor, e as cruzadas mostraram o tanto que o Cristianismo Católico necessitava de espaço. Impunham à idéia da Nova Igreja. A igreja era para os homens dominar, e mulheres sempre submissas a procriar os novos fiéis. Era o tempo em que a mulher era uma abnegada social, assim como Joana D’Arc, que ao defender a família foi queimada na fogueira.

A Igreja impunha as regras sociais e quem não as obedecessem eram os pagãos, que mereciam castigos divinos. A estes, a purificação vinha através do fogo da salvação. Entretanto a virtuosidade de artistas e cientistas do Renascimento se opunha e desmistificava este ideal. Nesta Era chamada Renascimento, a insatisfação pela divisão de classes sociais da Igreja gerou o protestantismo trazendo Lutero, Calvino e Henrique VIII para uma nova forma de ver o Cristianismo, porém, todos com interesses próprios. Novas religiões, e novas disputas por terra e espaço estavam voltando novamente ao Egocentrismo primitivo. Parecia que as grandes multidões começavam a se isolar novamente por grupos, mas desta vez embaladas pela verdade da religião e terra.

Neste período, profetas e leitores da bíblia começavam a difundir o Apocalipse. Estava escrito que a Humanidade jamais se entenderia e o fim dos tempos seria a revelação da sabedoria em relação aos próprios homens.

Por fora deste movimento a alquimia como ciência e as artes ganharam tamanha projeção junto àqueles que não aceitavam a imposição Cristã, que uma nova revolução foi feita. Era a igreja contra as artes, e ambas alienadas ao capitalismo. Houve uma divisão mundial de interesses tão grande que a religião ficou em segundo plano, e o que ganhava espaço agora era o mercantilismo além-mar.

No embalo de novas terras a igreja católica optou por ganhar novos fiéis resultando novamente num grande contraste cultural e religioso. As doutrinas Cristãs assustavam o Paganismo de outros mundos. Mortes, perseguições, tudo em nome da nova “Sociedade Cristã” que aproximava a Humanidade cada vez mais das Profecias do apocalipse.

A evolução mercantilista trouxe a evolução dos Homens e das máquinas e através dela a destruição do espaço em que o homem morava. Estava escrito que o Homem degradaria a própria espécie.

Hoje, cientes destes fatos, alguns tentam abnegar-se ao capitalismo e unir-se a idéia de que o homem é sua própria religião. Correm contra o tempo para conservar o mundo e a si mesmo, o que é impossível, pois somos heranças do fruto egocêntrico. Sabemos através de profecias que o fim, o cataclisma, e o apocalipse está chegando. Por Deus, ou Deuses, ou a própria raça Humana, os cavaleiros do apocalipse virão num sonho coletivo, onde os homens, zumbis de sua própria destruição, terão a imagem Santo Graal preso às garras dos mesmos, e de lá virá o planeta azul tinto de sangue, escorrendo do cálice daquilo que ele mesmo inventou, que é a religião...

...E assim estará escrita a profecia”.


João Sane Malagutti
Apóstolo Humanista em,
Carnavalium, versículo Primeiro das Profecias Apocalípticas

Sinopse

Primeiro Setor:

Da escuridão aos Grandes Impérios pagãos.

Da escuridão total, a raça Humana sente a necessidade de saber a sua origem, mas, sem relatos que indique a história de sua existência fez surgir a crença de que uma força maior, geradora, onipotente e onipresente os tivesse gerado. Esta força só poderia ser feminina a ponto de gerar uma outra vida, como uma mãe ao filho. Essa força ficou conhecida como uma Deusa, e de seus quatro elementos eram as bases que alimentavam a vida da sociedade primitiva. Mal sabiam estes que estavam Dando início ao Paganismo, por longos e duradouros anos.

Filhos deste Paganismo, os ambiciosos e poderosos chefes de grupos bárbaros, que lutavam apenas para ampliar seus domínios territoriais impunham um ritmo a um certo capitalismo primitivo. Cada “civilização” tinha sua crença na origem da criação e todas elas ligadas a um deus ou deuses. Eis que sem perceber o Homem criou a religião e intensificou a expressão da palavra fé, como sinônimo e coisas boas, onde regava-se o cálice da vida.

Nesta fase, cresceram os impérios Etruscos, Vikings, Gregos, Romanos, Egípcios, e Mongóis. Todos baseados no capitalismo, onde os mais poderosos faziam os menos favorecidos como escravos brancos, cuja fé era a intervenção da mão divina para obterem suas terras e suas vidas, através da vinda do Messias. Ali, começou-se a escrever a profecia da Humanidade.

Segundo Setor:

Do Templo da Luz derramou-se a profecia.

Veio a terra através do Espírito Santo e Maria, uma criança que ganhou o nome de Cristo, o Salvador. Após a crucificação do Deus dos Excluídos, a Terra banhou-se em sangue. Levantou-se uma revolta do populacho contra os grandes Imperadores e tem-se início a uma perseguição fatal de raças e religiões que seria a profecia que levaria a humanidade á sua extinção.

A Fé Cristã ganhou força por todos os lados. As pessoas se uniram em busca daquele Deus cujo filho veio salvar a Terra e a ele fizeram sua devoção. Ergueram templos de diversas línguas pela libertação, mas a ambição mundana pelo poder viu na fé e religião uma forma de ampliar o poderio.

Os Cristãos, como um povo forte e unido, decidiram invadir terras e converter a todos. Quanto mais propriedades, maior seria o Império Cristão e maior a salvação da Humanidade. Era a vez de um povo que fora escravos comandarem o mundo através de regras sociais que implicavam somente aquilo que pudesse edificar o seu poderio. Eis que a bíblia surge com um relato de sua história e serve de cartilha para todas as nações. Eis que vemos então nascer os missionários que levariam a sua fé através da Guerra, como As Cruzadas, movimento que fez o catolicismo abrir as portas às mulheres por causa da influência de Joana D’ Arc.


Terceiro Setor:

O Renascimento concretiza a “Nova Ordem” científica.

Ideais em Revolução. A arte e a filosofia buscavam nas civilizações antigas uma saída para o formato de padrão social imposta pelo Templo da Luz, enquanto isso a igreja começava a dividir-se em dois núcleos (alto e baixo clero) sócio-financeiros que visaria o fim da religião como bem comum da Humanidade para uma Nova Ordem.

A Nova Ordem era um “protesto” ao modelo Cristão. Nesta nova religião, valeria os interesses de quem a fundou, reescrevendo uma nova bíblia, direcionando uma nova sociedade, voltada para a burguesia e camponeses. Esta divisão iniciada por Lutero, João Calvino e Henrique VIII deu um renascimento ao mundo, e os artistas e cientistas apegando-se á causa, descobriam que o mundo era vivo, e que a vida gerava mais vida.

Não era necessária a presença de Deus ou Deuses. O que valia era o Homem por si mesmo beneficiando a si próprio. O Homem inventou a ciência e a ciência inventava para o Homem. Porém a igreja sabia que perderia espaço e então inventou o combate às Bruxas, principalmente aos boticários e praticantes da ciência. Artistas eram hereges e contra hereges, deus não manifestava a existência, apenas os ignoravam.

Sem perceber, o homem re-inventou o que seria sua perdição, levando-o para dentro do livro do apocalipse. A ciência e sua evolução, assim como a religião refletiam numa mudança de comportamento que faziam homens trabalhar sem conhecimentos comuns, unidos para uma obra sem finalidade. Era a construção filosófica de uma Torre de Babel. O sangue continuaria sendo derramado, mas agora por poder tecnológico, como vira o profeta Nostradamus.

Quarto Setor:

A Revolução Industrial financia o Apocalipse.

O tempo passou, e a ambição tornou sinônimo financeiro. Nascia a necessidade de se trabalhar e continuar ganhando espaço, e a ciência ajudou o nascer capitalista com as máquinas. O ser humano passou a viver dela, e a utilizar-se dela para o bem comum, a Revolução Industrial foi inevitável.

Os países que ficaram para trás da Inglaterra começavam uma caçada desenfreada à Industrialização e monopólio territorial. Países se estranharam e na milenar disputa e poder a religião ficou em segundo, mas não menos importante plano, e estourou então a primeira Guerra Mundial. Mas a Humanidade continuou vendo na ciência uma forma mais fácil e mais rápida de acabarem entre si e construíram os armamentos. Nesta fase, Japão e EUA decidiram se enfrentar, dividindo o mundo em uma Segunda Guerra Mundial. E, a ciência, continuava criando. Desta vez, vieram os armamentos Bélicos dos quais EUA e URSS predominaram por anos uma Guerra Fria.

O mundo se globalizou através da informática e economia. As religiões continuaram diversificando e embatendo entre si uma forma de ganhar espaço, enquanto os países continuam entre si disputando a economia na Terra e no espaço Sideral, esquecendo que a sua origem é na Terra e a terra voltará banhado no sangue que ele mesmo derramou. Sangue guardado gota a gota no cálice da vida, no Santo Graal que, na hora do juízo final será trazido a nós pelos cavaleiros do Apocalipse, mostrando o segredo da existência que o homem jamais soube a origem, e nem saberá até a hora da morte.

Segredo este, individual, que vem chegando a milhares de anos a cada qual no seu tempo, justamente após o momento plantamos a nossa profecia, onde fechamos os olhos e partimos para o local de onde viemos, do qual o profeta em vida jamais saberá.

Seria a origem da vida, a missão de morrer sem aceitar esta missão como tal?

Esta é uma obra de ficção e não vai ao encontro das ordens cronológicas dos fatos. Qualquer descrição aqui deve ser relevada como uma manifestação artística, individual e subjetiva.

O carnavalesco.