SINOPSE
IMPÉRIO DO VALE 2006
"Em
Se Cumprindo o Dia-a-dia, Se Fez a Profecia..."
“Houve um período de
Trevas em que a Humanidade foi assombrada pelo caos da diferença
étnica. O frio e o desolamento individual alimentavam o
egocentrismo dos grupos da sociedade primitiva, e, então
os sábios sentiram a necessidade de criar. Criou-se então,
a filosofia, a ciência do pensamento e do saber. Daí
foi um passo a inventarem a religião baseada numa força
divinal maior, como o poder de uma mãe gerando um filho.
Deu-se através desta crença o início de uma
nova Era, o Templo do Paganismo.”
Mas, o ser humano, não sobrevive
sem os conflitos internos e externos. Desde o “inventar
do saber” o homem tomou a proporção da busca
da própria verdade, e insistiu nela. Aquela verdade subjetiva,
que somada a fatos plausíveis ganham veracidade. Sultões,
templos, pirâmides e palácios não sobreviveriam
aos mais pobres, quando a ira Messiânica chegasse à
terra trazida por um Deus e/ou seu filho. Tudo apontava para outros
tempos. Era o início para buscar a justiça dos povos
oprimidos pelo capitalismo primitivo; e, surge dos pobres então,
aquele que seria o Messias.
A chegada deste homem trouxe abalos
ao capitalismo e esperanças às vitimas de perseguições.
Criou-se uma Guerra, que como profecia, auferia toda Humanidade
em sua Torre de Babel até o final dos tempos. Com sua tortura
e morte por crucificação, os perseguidos ganharam
a compaixão e seu legado ganhou força arrastando
fiéis ao novo Templo, o do Cristianismo, pondo fim ao Paganismo
e iniciando a nova Era da Salvação Humana. A profecia
da Guerra humana e seus ideais estavam se firmando cada vez mais.
O tempo passou, e no velho continente e oriente - médio,
o mercantilismo predominava sua cultura e força, o sangue
entre os povos ainda parecia minar da terra para a superfície.
Nesta fase, o Homem não tinha inventado somente a religião,
como também o dinheiro e o sistema político-econômico.
A evolução foi inevitável. Grécia
e Roma se destacavam no aumento demográfico e científico.
Era um período em que as artes e filosofias tornaram-se
valorizadas pela necessidade de guardar sua História. Necessidade
esta surgida da falta de estudos da origem, o que resultou num
embate de idéias religiosas.
Este tempo foi marcado por muito
sangue, porque a ambição e o poderio tomavam conta
de várias nações. Etruscos, Vikings, Mongóis,
Romanos, Gregos, Sírios e Egípcios queriam a riqueza,
e esta estava simbolizada na terra, a mesma que estava banhada
em sangue e minando mais sangue. Nesta época, a bíblia
e suas profecias, eram os únicos relatos de uma civilização
pequena que expandia seus conhecimentos pelo mundo. O templo do
Cristianismo não se contentou somente em querer a terra,
mais sim a compaixão ao próximo, tolerância
e aceitação pelo bem comum.
Era o Cristianismo versos o Poder.
Mas, o catolicismo ergueu seu templo, e a idéia de pregar
o Cristianismo virou um fanatismo tão grande que através
dos tempos, as indulgências surgiam para erguerem-se seus
templos. Se não reconhecessem Cristo pelo amor, reconheceriam
pela dor, e as cruzadas mostraram o tanto que o Cristianismo Católico
necessitava de espaço. Impunham à idéia da
Nova Igreja. A igreja era para os homens dominar, e mulheres sempre
submissas a procriar os novos fiéis. Era o tempo em que
a mulher era uma abnegada social, assim como Joana D’Arc,
que ao defender a família foi queimada na fogueira.
A Igreja impunha as regras sociais
e quem não as obedecessem eram os pagãos, que mereciam
castigos divinos. A estes, a purificação vinha através
do fogo da salvação. Entretanto a virtuosidade de
artistas e cientistas do Renascimento se opunha e desmistificava
este ideal. Nesta Era chamada Renascimento, a insatisfação
pela divisão de classes sociais da Igreja gerou o protestantismo
trazendo Lutero, Calvino e Henrique VIII para uma nova forma de
ver o Cristianismo, porém, todos com interesses próprios.
Novas religiões, e novas disputas por terra e espaço
estavam voltando novamente ao Egocentrismo primitivo. Parecia
que as grandes multidões começavam a se isolar novamente
por grupos, mas desta vez embaladas pela verdade da religião
e terra.
Neste período, profetas e
leitores da bíblia começavam a difundir o Apocalipse.
Estava escrito que a Humanidade jamais se entenderia e o fim dos
tempos seria a revelação da sabedoria em relação
aos próprios homens.
Por fora deste movimento a alquimia
como ciência e as artes ganharam tamanha projeção
junto àqueles que não aceitavam a imposição
Cristã, que uma nova revolução foi feita.
Era a igreja contra as artes, e ambas alienadas ao capitalismo.
Houve uma divisão mundial de interesses tão grande
que a religião ficou em segundo plano, e o que ganhava
espaço agora era o mercantilismo além-mar.
No embalo de novas terras a igreja
católica optou por ganhar novos fiéis resultando
novamente num grande contraste cultural e religioso. As doutrinas
Cristãs assustavam o Paganismo de outros mundos. Mortes,
perseguições, tudo em nome da nova “Sociedade
Cristã” que aproximava a Humanidade cada vez mais
das Profecias do apocalipse.
A evolução mercantilista
trouxe a evolução dos Homens e das máquinas
e através dela a destruição do espaço
em que o homem morava. Estava escrito que o Homem degradaria a
própria espécie.
Hoje, cientes destes fatos, alguns
tentam abnegar-se ao capitalismo e unir-se a idéia de que
o homem é sua própria religião. Correm contra
o tempo para conservar o mundo e a si mesmo, o que é impossível,
pois somos heranças do fruto egocêntrico. Sabemos
através de profecias que o fim, o cataclisma, e o apocalipse
está chegando. Por Deus, ou Deuses, ou a própria
raça Humana, os cavaleiros do apocalipse virão num
sonho coletivo, onde os homens, zumbis de sua própria destruição,
terão a imagem Santo Graal preso às garras dos mesmos,
e de lá virá o planeta azul tinto de sangue, escorrendo
do cálice daquilo que ele mesmo inventou, que é
a religião...
...E assim estará escrita
a profecia”.
João Sane Malagutti
Apóstolo Humanista em,
Carnavalium, versículo Primeiro das Profecias Apocalípticas
Sinopse
Primeiro
Setor:
Da escuridão aos Grandes Impérios
pagãos.
Da escuridão total, a raça
Humana sente a necessidade de saber a sua origem, mas, sem relatos
que indique a história de sua existência fez surgir
a crença de que uma força maior, geradora, onipotente
e onipresente os tivesse gerado. Esta força só poderia
ser feminina a ponto de gerar uma outra vida, como uma mãe
ao filho. Essa força ficou conhecida como uma Deusa, e
de seus quatro elementos eram as bases que alimentavam a vida
da sociedade primitiva. Mal sabiam estes que estavam Dando início
ao Paganismo, por longos e duradouros anos.
Filhos deste Paganismo, os ambiciosos
e poderosos chefes de grupos bárbaros, que lutavam apenas
para ampliar seus domínios territoriais impunham um ritmo
a um certo capitalismo primitivo. Cada “civilização”
tinha sua crença na origem da criação e todas
elas ligadas a um deus ou deuses. Eis que sem perceber o Homem
criou a religião e intensificou a expressão da palavra
fé, como sinônimo e coisas boas, onde regava-se o
cálice da vida.
Nesta
fase, cresceram os impérios Etruscos, Vikings, Gregos,
Romanos, Egípcios, e Mongóis. Todos baseados no
capitalismo, onde os mais poderosos faziam os menos favorecidos
como escravos brancos, cuja fé era a intervenção
da mão divina para obterem suas terras e suas vidas, através
da vinda do Messias. Ali, começou-se a escrever a profecia
da Humanidade.
Segundo
Setor:
Do Templo da Luz derramou-se a profecia.
Veio a terra através do Espírito
Santo e Maria, uma criança que ganhou o nome de Cristo,
o Salvador. Após a crucificação do Deus dos
Excluídos, a Terra banhou-se em sangue. Levantou-se uma
revolta do populacho contra os grandes Imperadores e tem-se início
a uma perseguição fatal de raças e religiões
que seria a profecia que levaria a humanidade á sua extinção.
A Fé Cristã ganhou
força por todos os lados. As pessoas se uniram em busca
daquele Deus cujo filho veio salvar a Terra e a ele fizeram sua
devoção. Ergueram templos de diversas línguas
pela libertação, mas a ambição mundana
pelo poder viu na fé e religião uma forma de ampliar
o poderio.
Os
Cristãos, como um povo forte e unido, decidiram invadir
terras e converter a todos. Quanto mais propriedades, maior seria
o Império Cristão e maior a salvação
da Humanidade. Era a vez de um povo que fora escravos comandarem
o mundo através de regras sociais que implicavam somente
aquilo que pudesse edificar o seu poderio. Eis que a bíblia
surge com um relato de sua história e serve de cartilha
para todas as nações. Eis que vemos então
nascer os missionários que levariam a sua fé através
da Guerra, como As Cruzadas, movimento que fez o catolicismo abrir
as portas às mulheres por causa da influência de
Joana D’ Arc.
Terceiro Setor:
O Renascimento concretiza a “Nova
Ordem” científica.
Ideais em Revolução.
A arte e a filosofia buscavam nas civilizações antigas
uma saída para o formato de padrão social imposta
pelo Templo da Luz, enquanto isso a igreja começava a dividir-se
em dois núcleos (alto e baixo clero) sócio-financeiros
que visaria o fim da religião como bem comum da Humanidade
para uma Nova Ordem.
A Nova Ordem era um “protesto”
ao modelo Cristão. Nesta nova religião, valeria
os interesses de quem a fundou, reescrevendo uma nova bíblia,
direcionando uma nova sociedade, voltada para a burguesia e camponeses.
Esta divisão iniciada por Lutero, João Calvino e
Henrique VIII deu um renascimento ao mundo, e os artistas e cientistas
apegando-se á causa, descobriam que o mundo era vivo, e
que a vida gerava mais vida.
Não era necessária
a presença de Deus ou Deuses. O que valia era o Homem por
si mesmo beneficiando a si próprio. O Homem inventou a
ciência e a ciência inventava para o Homem. Porém
a igreja sabia que perderia espaço e então inventou
o combate às Bruxas, principalmente aos boticários
e praticantes da ciência. Artistas eram hereges e contra
hereges, deus não manifestava a existência, apenas
os ignoravam.
Sem
perceber, o homem re-inventou o que seria sua perdição,
levando-o para dentro do livro do apocalipse. A ciência
e sua evolução, assim como a religião refletiam
numa mudança de comportamento que faziam homens trabalhar
sem conhecimentos comuns, unidos para uma obra sem finalidade.
Era a construção filosófica de uma Torre
de Babel. O sangue continuaria sendo derramado, mas agora por
poder tecnológico, como vira o profeta Nostradamus.
Quarto Setor:
A Revolução Industrial
financia o Apocalipse.
O tempo passou, e a ambição
tornou sinônimo financeiro. Nascia a necessidade de se trabalhar
e continuar ganhando espaço, e a ciência ajudou o
nascer capitalista com as máquinas. O ser humano passou
a viver dela, e a utilizar-se dela para o bem comum, a Revolução
Industrial foi inevitável.
Os países que ficaram para
trás da Inglaterra começavam uma caçada desenfreada
à Industrialização e monopólio territorial.
Países se estranharam e na milenar disputa e poder a religião
ficou em segundo, mas não menos importante plano, e estourou
então a primeira Guerra Mundial. Mas a Humanidade continuou
vendo na ciência uma forma mais fácil e mais rápida
de acabarem entre si e construíram os armamentos. Nesta
fase, Japão e EUA decidiram se enfrentar, dividindo o mundo
em uma Segunda Guerra Mundial. E, a ciência, continuava
criando. Desta vez, vieram os armamentos Bélicos dos quais
EUA e URSS predominaram por anos uma Guerra Fria.
O mundo se globalizou através
da informática e economia. As religiões continuaram
diversificando e embatendo entre si uma forma de ganhar espaço,
enquanto os países continuam entre si disputando a economia
na Terra e no espaço Sideral, esquecendo que a sua origem
é na Terra e a terra voltará banhado no sangue que
ele mesmo derramou. Sangue guardado gota a gota no cálice
da vida, no Santo Graal que, na hora do juízo final será
trazido a nós pelos cavaleiros do Apocalipse, mostrando
o segredo da existência que o homem jamais soube a origem,
e nem saberá até a hora da morte.
Segredo
este, individual, que vem chegando a milhares de anos a cada qual
no seu tempo, justamente após o momento plantamos a nossa
profecia, onde fechamos os olhos e partimos para o local de onde
viemos, do qual o profeta em vida jamais saberá.
Seria a origem da vida, a missão
de morrer sem aceitar esta missão como tal?
Esta é uma obra de ficção e não
vai ao encontro das ordens cronológicas dos fatos. Qualquer
descrição aqui deve ser relevada como uma manifestação
artística, individual e subjetiva.
O
carnavalesco.