SINOPSE
IMPERIAIS DO SAMBA 2006
"Made
In Brazil - Um Por Todos, Todos Por 171!"
Justificativa
Chegou a hora do porco entortar o rabo da porca! Enfim, a porca
vai torcer o rabo e a onça vai beber pinga! Afrouxa o cinto!
Hoje a Imperiais do Samba deixa de lado seu lado místico
para colocar um sorriso no rosto de cada brasileiro. Vamos contar
a saga do 171 no Brasil. E este enredo não é mais
171 não, hein! Através da crítica bem humorada
queremos despertar a atenção deste povo que sorri
quando quer chorar. E só porque se trata de uma gente sorridente,
os espertos de plantão acham que podem tirar proveito disto.
“A gente não tem cara de palhaço!”.
Então sorria meu povo!! Sorria, pois a cobra vai fumar
e o fumo vai entrar!
Alô, Brasil!!! Quem ri por último, ri melhor e para
sempre!!
Setor I
Antes
de Santa Cruz, o peso da cruz!
“O tempo foi passando
E a vida era uma beleza
Adão trazia a comida
E Eva botava a mesa
Só porque um dia Eva sorriu
Para o macaco Mandril
Adão montou numa zebra
E se mandou pro Brasil
Me dá (Adão me dá)
Adão segure sua cobra
Que eu tô com maçã de sobra pra dar
Me dá (Eva me dá)
Quero comer de novo
Já cansei de ovo com guaraná
Vou comer maçã vou comer maçã”
(A verdadeira história de Adão e Eva –
Blitz)
O
sol desperta pelas terras que fogem ao olhar.
Os pássaros cantam, afinal, as periquitas viram o passarinho
verde!
Por falar em passarinho, quem também desperta pelas bandas
do Jardim do Éden é a bela e morena Eva. Aquele
gosto de cabo de guarda chuva na boca, aquele bafinho maravilhoso
depois de uma noite agitada. O Adão não deu trégua
para a jovem Eva. É como diz aquele velho ditado: sem tesão
não há solução. Nesse caso, com Adão
há solução, gemeção e muito
mais.
Mas o dia tem que começar!
E nem tudo no Jardim das Delícias era
uma delícia. Além da cobra do Adão,
havia uma outra serpente saracutiando pelo chão sagrado
do Paraíso. Foi ela quem começou a tentar Eva
para que juntasse a sua castanha, a banana de seu marido e a maçã
proibida, fazendo uma salada de frutas. Tanto
tentou que conseguiu. No dia seguinte, o grande criador
vendo árvores tortas, galhos quebrados, roseiras despetaladas,
decidiu averiguar com Adão e Eva quem era o culpado por
tamanha anarquia. Ambos disfarçaram e tentaram aplicar
o primeiro 171 da história ao acusar apenas
a serpente como culpada dos males no Paraíso.
Deus, que tudo sabe e tudo vê, decidiu
puni-los por essa farsa retirando deles aquela vastidão
divina.
Em busca de um novo Jardim das Delícias, Adão
e Eva saíram vagando por aí. Mas o pior
ainda estava por vir...o primeiro homem e a primeira mulher desse
mundo, encontraram uma nova morada que viria
a ser conhecido como Ilha de Vera Cruz, logo após, Ilha
de Santa Cruz até se tornar Brasil, o paraíso
dos trópicos! O nosso castigo
seria vivermos sendo enganados, tal qual Adão
e Eva tentaram enganar o Criador. Antes de Santa Cruz, está
aí revelado, o peso da cruz que todos nós teríamos
que carregar!
Setor
II
O paraíso é aqui e o bagulho é do bom!
“Sem
lenço, sem documento
Por falta de vento Cabral surgiu
Com um barco todo quebrado
Um papagaio do lado
Descobriu o meu Brasil
Enchendo a cara de cachaça
Arrumou uma arruaça infernal
Enquanto os índios rezavam
Cabral gritava: ‘Viva o Carnaval!’"
(500 anos de folia – Jair Rodrigues)
“Crescei-vos
e multiplicai-vos!”
Palavras divinas do grande patrão do universo. Como patrão
não pede, mas manda, os herdeiros de Adão e Eva
multiplicaram-se vertiginosamente. Sob os efeitos desse clima
tropical, os filhos e os filhos destes filhos saídos do
útero de Eva sofreram algumas mudanças. O cabelo
passou por uma “chapinha” definitiva e a pele avermelhou.
A única coisa que não se alterou foi a prática
de andar desnudo pela vastidão desse quase continente.
E viva o naturalismo!
Tudo ia bem na grande terra dominada pelos indígenas.
Porém, um belo dia, ao olharem para o mar, viram
enormes deuses flutuantes navegando horizontes. Vindo
de lá de traz dos Montes, chegava ao nosso país
a esquadra de Pedro Álvares Cabral que vinha oficializar
a existência de terras além de onde estaria o suposto
fim do mundo que circulava no imaginário da Europa.
Bom, com um barco todo em frangalhos após uma sucessão
de tempestades e calmarias, sem ser por acaso, nossos queridos
patrícios desembarcaram em praias baianas. Com quilos de
roupa, língua diferente e traços físicos
diferentes, não demorou muito para os nossos indígenas
caírem no primeiro 171 lusitano. Os portugueses
“posaram” de deuses – deuses do pau
oco, aliás - e nossos ancestrais acreditaram.
Daí para frente era entrada vip nos bailes sensuais que
rolavam nas tabas. No início tudo era suruba (bom, na língua
indígena) e no bonde do cacique, até Cabral entrou...
era muito bumbum de fora e, como não fomos catequizados,
fizemos bacanal!
A grande amizade foi selada com um belo troca-troca,
de presentes, claro! Neste caso, os bagulheiros da Torre do Tombo
trocavam muambas por pau vermelho (Pau Brasil).
Não demorou muito para o pau sumir. Da fauna e da flora
também foram retirados espécimes que seriam catalogados
e levados para a Europa. Claro, as aves que aqui gorjeiam, não
gorjeiam como lá! No final das contas, a Nau Capitânia
do destemido Cabral se tornou um imenso camelódromo
podendo ser rebatizada por Nau Bagulhania. Gaiolas
presas nos mastros, tecidos, barris, índios, cangalhas,
frutos, amostras de plantas, tudo fazia da embarcação
do falso descobrimento uma verdadeira feira.
Já diria aquele velho slogan: “Não basta descobrir,
tem que avacalhar” e dá-lhe bagulho do bom no paraíso
terrestre!
Setor III
E a Corte chegou! – o efeito cabeça de bacalhau
“Não
corram tanto ou pensarão que estamos fugindo”
(D. Maria I)
“Ai,
Jesuix!!!” , teria bradado o nem tão infante assim,
Dom João VI ao receber notícias de que as tropas
napoleônicas cruzaram as fronteiras lusitanas. O baixinho
marrento, Napoleão Bonaparte, havia colocado em boa parte
da Europa, através de livre e espontânea
pressão, um grande cinto de castidade
batizado por Bloqueio Continental.
Tamanho foi o desespero da Corte portuguesa que,
em uma dessas madrugadas chuvosas, a rainha, o príncipe
regente e mais alguns familiares e bajuladores de plantão
fugiram, aos trancos e barrancos, para
sua colônia mais rica. Quem tem, tem medo e a realeza
não pensou duas vezes em meter o pé na lama que
infestava o porto de Belém. Tudo embarcado içaram
velas e partiram rumo às terras brasileiras.
Dias e noites se passaram e, finalmente, toda a corte portuguesa
chegou aos “quintos dos infernos”.
Todos estavam suados, famintos e desgastados. A rainha Dona Maria
I já estava para lá de Bagdá. Carlota Joaquina
só se fazia berrar e enrolar os seus bigodes, afinal, depilação
era uma coisa moderna demais para a época. Já o
príncipe regente só sabia comer frangos e reclamar
do calor tropical. Mesmo perante tantas novidades, a Corte
não demorou para cair na folia. Naquela época,
como hoje, tudo era festa e curtição. E lá
foram bailes de carnaval e bacanais reais.
No entanto, vários problemas ainda afligiam os nobres lusitanos.
A cidade do Rio de Janeiro não era tão maravilhosa
assim. Para dar à cidade um ar mais altivo e civilizado,
Dom João VI aplicou um golpe digno de políticos
tupiniquins. Na ânsia de fazer deste Reino “desunido”
junto a Portugal e Algarve uma adaptação do mundo
Europeu, mudanças drásticas ocorreram.
O que numa noite era o “Açougue do Seo Tião”,
no dia seguinte se tornou “Faculdade de Medicina do Rio
de Janeiro”. Bom, vamos combinar que aqui no Brasil, a diferença
entre um açougueiro e um médico não é
tão grande assim. Afinal, quantos operados não levaram
para casa, como souvenir das cirurgias, tesouras, gazes e outros
instrumentos hospitalares?
Porém, nem tudo foram flores. O nosso monarca,
após muita pressão lusitana, decidiu acatar as ordens
revolucionárias desde Lisboa para retornar à
terra natal. Porém, antes, passou a mão
em todas as divisas que haviam nos cofres
públicos e, aí sim, se “arrancou”
para a terra natal.
Para piorar a situação, o país que já
estava endividado ficou com uma mão na frente e outra atrás.
Dom João VI que prometeu elevar o Brasil como nação,
acabou mentindo e metendo a mão no dinheiro alheio. As
divisas brasileiras sofreram o efeito cabeça de
bacalhau. Já viu cabeça de bacalhau? Então,
aquele dinheiro também ninguém
nunca mais viu.
Setor
IV
Segundo Reinado: Isabel no País das “Maravilhas”
“No
mesmo dia de 13 de maio de 1888, quando se aproximou da princesa
Isabel para o beija-mão, o barão de Cotegipe, ex-presidente
do Conselho de Ministros, ouvia a pergunta irônica:
- Então sr. Barão, ganhei ou não ganhei a
partida?
Ao que ele respondeu:
“Ganhou a partida mas perdeu o trono
“Filho
de peixe, peixinho é!”.
Dom Pedro I, que foi o primeiro Imperador de um Brasil “independente”,
seguiu os passos de seu pai Dom João VI e, quando viu que
o mar não estava para peixe, abdicou ao trono e soltou
o pepino para um barrigudinho catarrento de apenas 5 anos. Era
o regente Dom Pedro II. Daí para frente veio uma sucessão
de trambiques e lutas políticas entre os que não
liberavam nada e os que liberavam tudo. Afinal, basicamente, tudo
depende de um bom “chaveco”! E lá se foi o
período Regencial.
Com a elite descabelada com tantas revoltas, onde o negro teve
grande participação, foi dado o golpe da maioridade
Iniciando assim o Segundo Reinado, sob a batuta
de Dom Pedro II.
Este período histórico foi marcado, entre outras
coisas, pela ascensão do movimento Abolicionista. Nomes
como Luís Gama, José do Patrocínio e Joaquim
Nabuco começaram a desfilar como defensores do fim da escravidão
negra. Para eles, o negro não teria capacidade intelectual
para realizar sua própria libertação. Desta
forma, quem teria que liberta-los seriam os brancos.
Claro, isto tudo era papo furado, pois ao longo dos séculos
de escravidão o negro foi construindo sua libertação.
Fosse fugindo para os Quilombos, fosse comprando alforria, fosse
matando seu senhor, essa gente magnificamente negra foi transformando
um sonho de liberdade em realidade. No entanto, os brancos não
percebiam isso.
Vinda do exterior, uma força violentamente inglesa pressionava
para que os mares fossem lacrados ao tráfico negreiro.
E assim, sendo arrochado, nosso velho babão, Dom Pedro
II, assinou a Lei Eusébio de Queirós. Estava extinto
o tráfico de peças negras da África para
o Brasil. Com as portas dos mares fechadas, não tardou
para que outra pressão fosse realizada pelos ingleses.
Exigiam o fim da escravidão no país. Então,
arrocha que o povo gosta! E lá vieram mais pressões
inglesas sobre as costas de nosso Imperador.
Leis surgiram, mas nenhuma chegou aos pés do pior 171 da
História até aquele momento: a assinatura da Lei
Áurea em 1888. Contam as más línguas, e as
boas também, que a Princesa Isabel, naquela
fase em que o Império já balançava, viu
a coisa preta! Viu e gostou! Teria gostado tanto que
se apaixonou por um escravo. Misture a esse amor na cor do pecado,
às pressões inglesas e encontrará aí
o real motivo que levou Isabel, a fedida – afinal nunca
tomou um banho na vida -, a assinar a famosa lei. Mas tudo não
passou de 171. Isto porque a lei terminou tardiamente com a escravidão.
Apenas 5% de negros e afro-descendentes permaneciam escravos.
Todo o resto construiu sua própria liberdade. Pior que
isso, a Lei Áurea colocou fim legal à escravidão,
mas não extinguiu o racismo.
De redentora, Isabel não teve nada e nesse país
das maravilhas negras ela simplesmente criou uma libertação
para inglês ver. O negro saiu da
senzala e foi jogado nas favelas. Claro,
isto só faz da Princesa Isabel uma coisa:
faveleira!!
Setor V
A
República Privada
“Vote
no Brigadeiro que é bonito e solteiro!”
(Slogan de Campanha de um candidato ao cargo de primeiro
presidente da República Brasileira)
“Extra!!
Extra!! Foi instaurada a República!”
Assim deve ter pregoado o jovem jornaleiro no meio da cidade do
Rio de Janeiro. Era dia 16 de Novembro de 1889. Aliás,
esta Proclamação foi um caso tragicômico
à parte. Inicialmente o movimento eclodiria no dia 17 de
Novembro, no entanto, como estamos no Brasil, a fofoca começou
a correr na boca miúda e os militares junto à Elite
Cafeicultora decidiram antecipar tudo. O líder escolhido
para proclamar o novo regime seria o Marechal Deodoro da Fonseca
que era monarquista e amigo pessoal de Dom Pedro II! Deodoro não
queria derrubar seu confrade. Mas qual teria sido o motivo que
o fez seguir o caminho inverso? O fator preponderante foi... chifre!!
Dor de corno!!
Foi assim que se instaurou o governo republicano. Não houve
nada de heróico. Logo, na história
foi passado mais 171! Mais uma enganação para um
povo carente de heróis de verdade.
Durante este período republicano, de 1889 a 1964, vários
outros estelionatários e ladrões posaram
de heróis e conseguiram manipular o povão.
Lá foram Getúlio Vargas com seu Plano Cohen (suposto
plano comunista de tomada de poder), Jânio Quadros que pensou
em renúnciar para retornar com apoio do povo para instaurar
uma ditadura (só voltaria se fosse nos braços da
bicharada do pantanal) e João Goulart que foi acusado de
comunista só para ter-se um pretexto para golpe de Estado
no Brasil. Aliás, um golpe baixo na República
e na Democracia!
Assim, República (que vem do latim rés pública
, que quer dizer “coisa pública”) surgiu como
eterna refém de interesses privados. Aliás, seria
a República Privada ou a República na
privada?
Setor
VI
A liberdade guiando o roubo!
“Estamos
só concentrando nas mãos dos capitalistas. Depois
vamos repartir tudo... tudinho.!”
(Discurso de Delfim Netto, criador do “Milagre Econômico”)
Ih,
apagaram as luzes!!
Pois é, chegamos a um período de dor
e de roubalheira generalizada. Estamos em anos
de Ditadura Militar. Anos de Castelos Brancos, de Costa e Silvas,
de Médicis, de Geisels e de Figueiredos. “Anos
de Chumbo” e do grosso! Época em que todos
querem mandar, mas só manda quem pode e obedece quem tem
juízo. Chegaram prometendo ficar apenas o tempo necessário
para impedirem que o vírus vermelho do comunismo se proliferasse
no Brasil. E o que deveria durar 4 anos, perdurou por
mais de duas décadas. Mais 171 que o povo acreditou.
Já que vivemos um período de escuridão, é
hora da mão boba entrar em ação.
Assim, roubalheiras, torturas e crimes contra
a democracia e contra os direitos fundamentais dos homens foram
praticados. Grandes estradas inúteis surgiram, usinas nucleares
sucateadas brotaram e tudo era embalado por propagandas ufanistas
como, “Brasil, ame-o ou deixe-o” ou “Brasil,
um país que vai para frente” dando muito do tom falso
da época. Como sentir orgulho de ser brasileiro se nos
porões do país, vidas eram extirpadas? Ah, mas este
é o país do futebol. A seleção é
a pátria de chuteiras, por isso, “pra frente, Brasil!
Salve a seleção!”. Tudo uma grande
farsa para que muitos não percebessem a real situação
brasileira.
A maioria das edificações da ditadura foi realizada
sobre o capital estrangeiro. Era o tal “Milagre Econômico”
que, ao final dos anos 70 se tornou um “Desastre Econômico”.
Era a outra face da moeda. A verdade por trás deste imenso
171 chamado desenvolvimentismo ditado pela ordem extrema que tanto
defendiam os militares.
Lá pelos anos 80, a luz da democracia
parecia querer voltar a rebrilhar. No entanto,
possuía mais gente querendo brilhar. Eram os políticos
civis que estavam salivando feitos cães com raiva para
chegarem ao poder. O primeiro pleiteante foi Tancredo Neves. Aquele
mesmo que roubou a caneta predileta de Gegê após
seu suicídio. Antes de assumir a presidência em 1985,
Tancredão foi acometido por uma doença misteriosa.
Será que o caminho estava aberto para os militares retornarem?
Não! Jamais! Pois agora a liberdade estava nos
guiando e guiando o roubo! E assim se sucederam no grande
trono Sarney, Collor e Fernando Henrique. No entanto, nenhum destes
chegaria aos pés daquele que tinha a vinda prenunciada
por uma estrela vermelha a cortar os céus brasileiros:
era Ali Lulá!
Setor VII
A
estrela (de)cadente: “agora engula”!
“A
cada quinze anos, o povo esquece o que aconteceu nos últimos
quinze anos.”
E
o Brasil parou!
Claro, se o presidente eleito foi um ex-metalúrgico, o
país só podia parar para ver Ali Lulá
desfilando em carro aberto. Prometia acabar com a fome, comprou
um avião caríssimo, mas, na realidade, acabou por
repetir os passos de seu antecessor.
Mas tudo estava bem... o povo havia colocado o eterno candidato
Ali Lulá no poder. Seu governo seria marcado por falcatruas
e histórias para boi dormir. Seriam mil e uma noites, mas
com uma Sherazade bem mais gorda e com uma barba obedecendo o
melhor estilo bucha de canhão. “Agora é Lula!”,
diziam os mais eufóricos. Enquanto isso, nosso comandante
seguia aprontando das suas.
Durante os dois primeiros anos de governo de Ali Lulá,
tudo correu na mais desenfreada loucura. Tudo corria desvairadamente
bem neste país do quase. Um país
que quase deu certo, que quase não tem
político ladrão, que quase foi um país
de verdade. Aqui tudo se inicia e nada se termina. No
entanto, a grande estrela cadente que riscava os céus do
Brasil, se tornou decadente. A cor vermelha das
bandeiras petistas degradou-se para rosa ou amarelo. Para incrementar
a situação periclitante, o mensalão
foi descoberto.
Daí para frente foram casos e mais casos descobertos de
falcatruas. O mar de lama parecia afogar a esperança
do povo naquele que prometia ser a diferença na
política. Enquanto isto rolava, nosso Ali Lulá afirmava
que não sabia de nada, que não havia visto nada
e nem ouvido nada. Claro, ele é a simbiose daqueles três
macaquinhos famosos em que um era cego, outro surto e outro mudo.
Outro gigantesco 171.
E assim seguimos, ainda hoje, rumo ao final apocalíptico
deste governo malfadado que muitos ajudaram a eleger. Aliás,
como estamos falando em apocalipse é preciso revelar a
grande verdade para o povo brasileiro. O Brasil nunca poderá
ter políticos descentes, pois Brasília
é um imenso centro de energias negativas.
Afinal, já viram como o edifício sede do Congresso
Nacional se assemelha com um grande ebó, uma grande
macumba? São duas velas entre dois pratos e um
deles está virado, pois alguém, em algum momento,
berrou: “chuta que é macumba!!”.
Resta-nos agora aturar toda a diligência de Ali Lulá,
bancada com o dinheiro do Partido Comunista Cubano – meu
Deus, ação entre miseráveis! E para aqueles
que diziam “Agora é Lula!”, a Imperiais do
Samba diz com todas as letras: “Agora Engula!”.
Afinal, o Lula é o meu pastor... por isso estou pastando!!
E chuta que é macumba!!!!