MIGUEL PAUL
PRESIDENTE DE HONRA

ARTHUR MACEDO
PRESIDENTE EXECUTIVO

 

SINOPSE CARIOQUINHA 2006

 

"Do Escambo ao Virtual Comércio até no Carnaval"

 

INTRODUÇÃO:

“Eu vos dou o meu gorro e tu me cedes teu cocar...!!”

No dia 22 de Abril de 1500, em uma linda e prazerosa praia brasileira, ouviu-se a primeira barganha naquela terra recém descoberta. Esta troca foi o “comércio” inaugural em um novo mercado, que, aliás, foi achado por engano, quando o motivo real da expedição eram as especiarias das Índias, mas isto já é outra estória.
Nosso enredo descreve o desenvolvimento da atividade comercial no Brasil. O escambo, as feiras, os caixeiros viajantes, os shoppings, e todas as suas peculiaridades e curiosidades. Existe sempre alguém querendo vender e um outro alguém querendo comprar, e esta será nossa fantasia, será o nosso carnaval.

Falando nisso, compre a nossa idéia e vamos festejar!!

O ENREDO:

As atividades comerciais, existentes desde a antiguidade, foram as alavancas motivadoras de grandes avanços e descobertas da humanidade. Por conta do comércio, Portugal buscou as especiarias da Índia através do mar e, por acaso ou não, aqui acabou chegando.

Nossa estória começa exatamente com a chegada dos portugueses ao Brasil. No primeiro contato entre os filhos de Pindorama com os homens de além mar, a forma mais eficaz de comunicação foi exatamente a troca de objetos entre as partes, ou seja, o escambo. Nossos tupiniquins com suas pulseiras, colares, cocares e outras bugigangas, barganhando espelhos, facas, machados, tecidos e outros utensílios dos galegos de Cabral. Para os Tupis uma boa oportunidade de ganhar “algum”, para os portugueses a abertura de um novo e promissor mercado.

Como a colonização do Brasil foi extremamente lenta, durante muito tempo as atividades de comércio por aqui ficaram por conta da extração e exportação de pau-brasil e a cultura cana de açúcar, entretanto, depois de sair correndo de Portugal, fugindo de Napoleão, D. João VI chegou aqui com toda a corte e pompa, e, para não perder as mordomias que tinha na metrópole, e agradar aqueles a quem devia, tratou de abrir os nossos portos as nações amigas (leia-se Inglaterra). O país, então, passou a receber uma verdadeira enxurrada de mercadorias nunca vistas por estas bandas e melhor, com preços menores dos que eram praticados quando do monopólio de Portugal. Foi um “legítimo negócio de português”.

A vida do país seguiu adiante e as atividades comerciais também evoluíram. Para chegar aos mais longínquos pontos do país, surgiram os caixeiros viajantes e mascates, verdadeiros bandeirantes comerciais desbravando novos mercados.

Nas cidades e vilas as feiras livres se proliferavam a cada dia, e passa mos a conviver com lojas maiores e bem mais estabelecidas, cobrindo uma variedade de produtos cada vez maiores e de melhor qualidade.

A evolução prossegue e surgem verdadeiros centros comerciais populares no país como o Mercado Ver-o-Peso, a SAARA, a Zona Franca de Manaus e outros tantos em todos os cantos do Brasil.

Depois de governos e desgovernos, nosso país continuou crescendo e com ele o comércio. Com o fenômeno da globalização, importamos costumes alienígenas de comercialização e diversos “Shoppings Centers” foram construídos em toda extensão de nossas terras. Podemos dizer que são hoje verdadeiras ilhas paradisíacas do consumo. Como se não bastasse, o comércio de entregas a domicílio também foi instaurado por aqui. Rapidez, segurança e comodidade, são as três vantagens oferecidas pelo “delivery”.

Vivemos agora a era da revolução virtual, praticamente toda a classe média já possui computadores pessoais e, a Internet, é algo real e irreversível. Obviamente não poderíamos deixar de falar na mais nova forma de comércio que estamos vivendo, o comércio virtual. Vende-se de tudo pela grande rede, de carros a vestuário, de máquinas a artesanato, de jóias a livros, até fantasias e ingressos para o carnaval em qualquer parte do país. É a modernização comercial da manifestação popular, da alegria e da diversão. Diversão que, aliás está a venda. Quer comprar?


Maurício Machado
Carnavalesco