SINOPSE
CARIOQUINHA 2006
"Do
Escambo ao Virtual Comércio até no Carnaval"
INTRODUÇÃO:
“Eu
vos dou o meu gorro e tu me cedes teu cocar...!!”
No dia 22 de Abril de 1500, em uma
linda e prazerosa praia brasileira, ouviu-se a primeira barganha
naquela terra recém descoberta. Esta troca foi o “comércio”
inaugural em um novo mercado, que, aliás, foi achado por
engano, quando o motivo real da expedição eram as
especiarias das Índias, mas isto já é outra
estória.
Nosso enredo descreve o desenvolvimento da atividade comercial
no Brasil. O escambo, as feiras, os caixeiros viajantes, os shoppings,
e todas as suas peculiaridades e curiosidades. Existe sempre alguém
querendo vender e um outro alguém querendo comprar, e esta
será nossa fantasia, será o nosso carnaval.
Falando
nisso, compre a nossa idéia e vamos festejar!!
O
ENREDO:
As atividades comerciais, existentes desde a antiguidade, foram
as alavancas motivadoras de grandes avanços e descobertas
da humanidade. Por conta do comércio, Portugal buscou as
especiarias da Índia através do mar e, por acaso
ou não, aqui acabou chegando.
Nossa estória começa exatamente com a chegada dos
portugueses ao Brasil. No primeiro contato entre os filhos de
Pindorama com os homens de além mar, a forma mais eficaz
de comunicação foi exatamente a troca de objetos
entre as partes, ou seja, o escambo. Nossos tupiniquins
com suas pulseiras, colares, cocares e outras bugigangas, barganhando
espelhos, facas, machados, tecidos e outros utensílios
dos galegos de Cabral. Para os Tupis uma boa oportunidade de ganhar
“algum”, para os portugueses a abertura de um novo
e promissor mercado.
Como a colonização do Brasil foi extremamente lenta,
durante muito tempo as atividades de comércio por aqui
ficaram por conta da extração e exportação
de pau-brasil e a cultura cana de açúcar,
entretanto, depois de sair correndo de Portugal, fugindo de Napoleão,
D. João VI chegou aqui com toda a corte e pompa, e, para
não perder as mordomias que tinha na metrópole,
e agradar aqueles a quem devia, tratou de abrir os nossos portos
as nações amigas (leia-se Inglaterra). O país,
então, passou a receber uma verdadeira enxurrada de mercadorias
nunca vistas por estas bandas e melhor, com preços menores
dos que eram praticados quando do monopólio de Portugal.
Foi um “legítimo negócio de português”.
A vida do país seguiu adiante e as atividades comerciais
também evoluíram. Para chegar aos mais longínquos
pontos do país, surgiram os caixeiros viajantes
e mascates, verdadeiros bandeirantes comerciais desbravando
novos mercados.
Nas cidades e vilas as feiras livres se proliferavam
a cada dia, e passa mos a conviver com lojas maiores e bem mais
estabelecidas, cobrindo uma variedade de produtos cada vez maiores
e de melhor qualidade.
A evolução prossegue e surgem verdadeiros centros
comerciais populares no país como o Mercado Ver-o-Peso,
a SAARA, a Zona Franca de Manaus e outros tantos em todos os cantos
do Brasil.
Depois de governos e desgovernos, nosso país continuou
crescendo e com ele o comércio. Com o fenômeno da
globalização, importamos costumes alienígenas
de comercialização e diversos “Shoppings
Centers” foram construídos em toda extensão
de nossas terras. Podemos dizer que são hoje verdadeiras
ilhas paradisíacas do consumo. Como se não bastasse,
o comércio de entregas a domicílio também
foi instaurado por aqui. Rapidez, segurança e comodidade,
são as três vantagens oferecidas pelo “delivery”.
Vivemos
agora a era da revolução virtual, praticamente toda
a classe média já possui computadores pessoais e,
a Internet, é algo real e irreversível. Obviamente
não poderíamos deixar de falar na mais nova forma
de comércio que estamos vivendo, o comércio
virtual. Vende-se de tudo pela grande rede, de carros
a vestuário, de máquinas a artesanato, de jóias
a livros, até fantasias e ingressos para o carnaval em
qualquer parte do país. É a modernização
comercial da manifestação popular, da alegria e
da diversão. Diversão que, aliás está
a venda. Quer comprar?
Maurício Machado
Carnavalesco