SINOPSE
ACADÊMICOS DA VILA DOS CABANOS 2006
"Um
Comuna na Ilha das Ilusões"
INTRODUÇÃO:
Vambora minha gente, na cadência
deste enredo surreal. Uma viagem pela história, uma estória
com valor. Vem de lá, dos tempos de um baixinho, dono de
um cavalo branco e de uma legião. Diziam que era maluco,
mas a verdadeira perturbação vivia rondando os inimigos.
E os inimigos não se resumiam aos prussianos ou alemães.
A insatisfação do povo francês era visível,
numa situação de caos na cidade-luz, um dia iluminista,
outrora ilustrada, talvez iluminada. E o povo toma as ruas e toma
o governo, liderados por um certo socialista, de nome inspirador.
A utopia ganha força na Rússia,
numa revolução quase perfeita, com ideais quase
ideais, surreais talvez. Lênin, Stalin... estes não
conseguem pular o muro, mas conseguem aumentar a chama, que vira
labareda, e vai queimar um povo lá longe daquela fria terra,
no Brasil. Ser comunista é ser revolucionário, diferente,
desafiador. É ter um ideal, uma linha de vida. É
gostar de utopia, imaginar o irreal, e achar ser real. A chama
presente no Brasil contamina os jovens dos anos 60, em tempos
de trincheiras tupiniquins. E o tempo passa, o país se
politiza, ganha a democracia, mas não perde a utopia. Aquela
chama, embora pequena, continuou acesa.
E esta chama foi despertar num certo
insulano, de nome Ricardo, talvez José, para sempre Delezcluze.
A inspiração do comuna francês, a utopia do
russo, a garra do jovem que lutou na ditadura... Nesta ilha de
ilusões, o belo cenário desta história, talvez
estória, vamos contar esta saga, esta grande brincadeira,
esta grande homenagem.
APRESENTAÇÃO:
Neste Carnaval Virtual, a Acadêmicos
da Vila dos Cabanos presta uma homenagem a todos os que fazem
esta festa, pela figura do grande incentivador Delezcluze da Ilha,
uma figura que ergue a bandeira da folia virtual. Delez, como
é chamado pelos amigos, é responsável por
boa parte do crescimento da Liga Independente das Escolas de Samba
Virtuais, a LIESV, pela dedicação, idéias,
e pela presença marcante do Arranco da FGAF, uma escola
simples, que não visa a ambição a todo custo...Visa
a alegria, sim, a todo custo.
Esta alegria contagiou a todos e
nada mais justo do que homenagear a felicidade do Carnaval Virtual,
nesta viagem por uma história que deságua na Ilha
do Governador, habitat de Delezcluze e da grande União
da Ilha.
Participante do Carnaval Virtual:
o homenageado é você. Tenha a alma da felicidade,
vista a camisa da alegria, seja Delezcluze por um dia!
SETOR
1: A Comuna do Comuna na Cidade Iluminada – A Inspiração
Um movimento de massas e ideais.
Um novo ideal para a humanidade. Medo e pavor, empolgação
e alegria. Tempos de guerra, indefinições, dificuldades
por todo o planeta. Diferenças de idéias, de vontades,
de poder. Diferença de vida, de utopias. Dizem que o socialismo
surgiu também durante a Revolução Francesa,
numa das correntes “subterrâneas”. Mas foi com
Marx e Engels, em 1848, que estava definido e escrito o que era
o ideal do povo no poder.
1871... Tempos napoleônicos...
De lá vem a inspiração. O povo estava sendo
traído pelos líderes da nação francesa.
A derrota em Sedan, para os prussianos, foi o ponto chave para
a chama começar a ser acesa na mente dos parisienses. Devido
à derrota, os trabalhadores invadem o palácio Bourbon,
fazendo com que o império de Napoleão III sucumbisse.
No mesmo dia, é proclamada a Terceira República,
um governo provisório para a defesa nacional, contra os
prussianos. Havia a necessidade extrema de expulsar logo os inimigos,
a fim de restabelecer a ordem na França.
As batalhas continuaram, e os prussianos
continuaram obtendo êxito conta o exército francês,
forçando ao governo deste país a abrir negociações
de paz, cedendo espaço e poder aos prussianos. O povo trabalhador,
sem nenhuma organização, se revolta e toma o Hotel
de Ville, a sede do governo burguês, numa tentativa patriótica
de ter de volta a soberania francesa. Numa manobra, os próprios
soldados franceses atacam o Hotel.
Paris estava sitiada pelos prussianos,
aliados com o exército francês. A conivência
deixava o povo cada dia mais indignado. Uma guerra civil é
instaurada, entre operários parisienses e o governo de
Versalhes. No dia de 28 de Março, então, é
proclamada a Comuna de Paris, uma revolução em que
predominou o proletariado sobre as classes ricas, o trabalhador
sobre o seu patrão, o trabalho sobre o capital.
Uma desorganizada organização
tinha, nas mãos, o poder político da cidade de Paris.
Um dos líderes da revolução chamava-se Claude
Delescluse. “Deles” era um líder diferente
dos outros: em vez de usar de palavras fortes, que provocassem
a revolta dos operários, ele era o pacificador. Bastante
letrado (talvez por influência do homônimo filósofo),
foi responsável pelos ideais e projetos da Comuna. Por
62 dias, ele e os outros companheiros criaram uma realidade antes
vista somente nas utopias marxistas. Uma cidade de cooperação,
do povo para o povo.
No dia 28 de maio do mesmo ano, 30 mil morrem. A comuna estava
desfeita. A força do exército francês, aliado,
por acordos não muito inteligentes, com os antigos inimigos,
destrói a utopia iluminada. Estava finda a Comuna de Paris.
Porém, o ideal não morreu... E vai ser reacendido,
anos depois, mais ao norte da Europa. A chama arde na Rússia.
SETOR
2: A Utopia da Utopia de Uma Revolução Vermelha
– A Labareda
Os ideais do social comunismo eram
difundidos mundo a fora. Uma nova realidade de viver, uma nova
maneira de governar. O povo tinha ânsia pela novidade. O
mundo vivia anos de ferro fundido, fumaça e vapor. O mundo
se industrializava, se capitalizava. Uma potência surgia,
um povo ficava rico, outro muito pobre. Uma realidade de poder
é plantada. O socialismo queria, porém, não
regar mais esta semente e difundir a cooperação
pelos povos. Que utopia...
1917... A Rússia, por séculos,
ficou isolada das grandes transformações sociais
e políticas da Europa, centro do mundo naqueles séculos.
A reforma e o renascimento pouco foram comentados ou aplicados
nas terras frias do norte europeu. Um território imenso
e pouco integrado. A necessidade de unir o povo russo traz os
Czares – a autocracia absoluta, ao poder. O absolutismo
czarista não satisfazia, como era de se esperar, ao povo.
Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza,
pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista
de Nicolau II.
No ano de 1905, Nicolau II mostra
a cara violenta e repressiva de seu governo. No conhecido Domingo
Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes.
Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram
reprimidos. Começa então a formação
dos sovietes – organização de trabalhadores
russos – sob o comando de Lênin. Os bolcheviques começavam
a preparar a grande revolução. A guerra mundial
trouxe gastos para a monarquia, faltando alimentos nas cidades
russas. O povo aumenta a sua indignação contra o
governo absolutista de Nicolau II.
As greves iniciam um processo de
revoltas organizadas por toda a Rússia, que culminou com
a saída do monarca Nicolau II, assumindo um governo provisório.
Em outubro de 1917, Lênin assume, então, o governo
russo, prometendo paz, terra, pão, liberdade e trabalho.
Que utopia... Estava vigorando o socialismo. Um das mudanças
do novo governo foi a instalação de um partido único:
o PC – Partido Comunista. Os ideais de Marx, acesos durante
os anos anteriores, vira uma labareda e contagia todo o planeta.
Após o período de Revolução,
é criada a URSS – União das Repúblicas
Socialistas Soviéticas. Uma grande potência assombra
o mundo capitalista ocidental. A Rússia se transformara
na maior nação do oriente.
Os ideais da revolução
russa, outrora de Marx, se difundem por todo o planeta. Uma das
fagulhas daquela fogueira desvairada vai queimar o Brasil. Eis
o partidão...
SETOR
3: Comunista Tupiniquim – A Empolgação
Brasil... Um país de todos
os ideais. O início da história dos comunistas brasileiros
data de 25 de março de 1922, quando foi fundado o Partido
Comunista do Brasil – PCB. O partido incorpora a “Komintern”
– as 21 condições de admissão à
Terceira Internacional. Foi um documento elaborado na Rússia
de Lênin que tinha a intenção de difundir
e apoiar a implantação do comunismo por todo o planeta.
O tempo passa. Em tempos de chumbo,
de trincheiras urbanas, de greves e revoltas, a chama toma corpo.
Os ideais comunistas entram nas universidades. Os jovens buscavam
um novo mundo, um novo tempo. O poder estava nas mãos de
insanos. Ditadura de ações, prisões, torturas...
Mas o que importa é a vontade
de vencer daqueles jovens. O vermelho preenche o coração,
e com a foice e o martelo nas mãos, saem às ruas
em busca de um país melhor. Uma utopia, sim, mas benéfico
à alma, que só via sofrimento, maldade. O futuro
precisaria ser preenchido com a vontade de viver uma nova verdade.
O movimento comunista brasileiro
não morreu. Embora vivamos numa realidade capitalista,
de poder concentrado e pobreza espalhada, ainda sopram os ventos
de uma realidade social diferente, de um povo que poderá
ver seus filhos felizes. Seria utopia? Sim... Mas é bom
sonhar. Sonhar com um país que o poder seja do povo, onde
não exista a miséria e que a fome seja de mais justiça.
A
empolgação atinge um certo coração
insulano. No alvorecer da juventude, a chama do comunismo é
acesa. Um ideal de vontades, um retrato de Che na parede, ousadia,
luta, vitória e singela utopia no coração
colegial. A comuna estava reaberta e seu líder renasceu...
SETOR 4: Uma Ilha Virtual, Um Comuna Sem Igual –
A Homenagem
Vamos construir uma utopia. Imaginem
uma ilha. Nesta ilha existe uma só lei: Seja alegre e transmita
a alegria ao seu próximo. Um território de magia,
de ilusão, de brincadeiras e, como diz a lei, de alegria,
por todo o ano. Nesta ilha, o amanhã sempre é mais
bonito que o hoje, os domingos sempre são de sol forte
e brisa.
A Ilha das Ilusões é
uma terra que também faz a música. Acordes e tambores,
cordas e cordões, blocos, samba, e... Alegria! Nesta ilha,
renasce um guerreiro comunista, que outrora pisou em iluminadas
terras francesas, deixando um rastro de liderança da utopia
comunista. Claude virou Ricardo, uma pessoa simples, de alma feliz
e com muita alegria.
Delezcluze...
um habitante da Ilha do Governador – Terra da Alegria. Nesta
terra, construiu o amor pelo samba, pelo carnaval. Com seus parias,
funda a FGAF – Federação de Copas Fora, uma
reunião de amigos. Amigos reais... Amigos Virtuais! A FGAF
vira escola de samba virtual. Arrancando a tristeza do peito,
transmite a alegria para todos, com um jeito diferente de ser.
Uma escola que olha para o futuro e vê sempre a felicidade.
E a Arranco da FGAF nada seria sem o Delezcluze – um dos
componentes mais presentes e pró-ativos que a escola possui.
Com idéias bem reais, fez o virtual crescer e transpor
barreiras. Sua vida apenas está começando. Este
comuna carnavalesco esbanja jovialidade e o futuro lhe espera.
Com muita alegria, com certeza.
A
Acadêmicos da Vila dos Cabanos parabeniza este personagem
de alma elevada e transmite os votos de felicidade e sucesso,
um futuro feliz e próspero. Parabéns Carnaval Virtual.
Revelando talentos a cada momento, transmitindo alegria mundo
a fora!