SINOPSE
ÁGUA DA FONTE 2006
"Ferrum,
Folia Metálica"
INTRODUÇÃO:
Ferreiro da folia me contou
Que Ogum resolveu me abençoar
Haja inspiração
Para uma grande história eu contar
Uma saga tão gloriosa
Que o futuro conseguiu alcançar
De azul e branco, vem a minha água
Que a história do ferro vai forjar
Setor I: DAS PROFUNDEZAS DA TERRA
PARA AS MÃOS DO HOMEM
Setor II: VALENTES POVOS GUERREIROS
Setor III: GUERRAS EM BUSCA DA GLÓRIA DIVINA
Setor IV: TOLAS INVENÇÕES: O FERRO E O MAL
Setor V: ENERGIA PARA UM MUNDO EM EVOLUÇÃO
Setor VI: BRASIL MODERNDO NUM ELDORADO DA CIDADE SIDERAL
Setor VII: RISCOU NO CÉU, A LUZ DA ESPERANÇA FUTURISTA
DESENVOLVIMENTO
DO ENREDO:
SETOR I
DAS PROFUNDEZAS DA TERRA PARA AS MÃOS DO HOMEM
Das
profundezas brotou
Nas montanhas e no sangue fez morada
O homem primitivo se encantou
E deu a si uma nova alvorada
Nos primórdios da formação da Terra, os vulcões
expeliam toda a matéria, direto das profundezas do manto.
Minerais se formaram nessas explosões, tendo ferro e níquel,
que compõe o centro do planeta, formado as maiores jazidas,
as montanhas vermelhas.
Não era apenas minério que o ferro formou. Cristais
avermelhados, conhecidos como quartzos rosas, metais cristalizados,
como a hematita, gemas raras, como o rubi, e até mesmo
proteínas animais, como a hebmoglobina, e pigmentos naturais
vegetais, como o licopeno, foram formadas com a composição
do ferro.
As montanhas vermelhas deram muito material para o homem evoluir.
Depois que o mesmo descobriu como fazer o fogo, começou
a fundir metais, cozinhar os alimentos e transformar argila em
cerâmica. Eis que a idade dos metais se inicia, com o homem
dando seu passo inicial rumo à evolução de
sua espécie.
SETOR II
VALENTES POVOS GUERREIROS
Conflitos pela glória
De ser o maior dos povos
Grandes soldados invencíveis
Grandes generais poderosos
Durante a era antiga, vários
povos passaram a se desenvolver graças aos metais, que
serviam como armas, adornos, estruturas e utensílios.
No Egito, tinha um grande dilema: o império tinha enormes
jazidas de ouro, o qual era ótimo para adornos, jóias
e embelezar seus gigantescos monumentos. Mas apenas o cobre era
inicialmente utilizado para confeccionar suas armas de defesa.
Assim, passaram a oferecer aos assírios, grandes guerreiros
fortemente armados, ouro em troca do tão precioso e resistente
metal prateado. Na Babilônia, exímios arqueiros dominavam
impetuosamente seus inimigos. Na Europa clássica, hoplitas
gregos imortalizaram o grande Alexandre da Macedônia, enquanto,
em Roma, os legionários eternizaram o nome de Julius Caesar,
o soberano. Tanto poder fez o ferro criar divindades, como Hefestos,
ferreiro do Olimpo, e forjador das armas divinas
SETOR III
GUERRAS EM BUSCA DA GLÓRIA DIVINA
Num
mundo onde deus era o centro
Uma guerra se iniciou
A cruzada buscava a terra santa
Que nas mãos dos infiéis ficou...
Tempos após o fim da era antiga,
o ferro continuou armando os cavaleiros medievais, que, com suas
pesadas e resistentes armaduras, defendiam sua honra e as terras
do senhor feudal. Nas terras desérticas do Oriente Médio,
a civilização árabe floresceu sobre os dogmas
da luz de Allah, que lhes deu, como bênção,
a possibilidade de subir aos jardins das delícias, e uma
força descomunal. Tanto é que os árabes dominaram
todo o oriente médio, conquistou o norte da África
e chegou na Espanha, lugar onde instalou, na cidade de Toledo,
um dos mais poderosos califados da história medieval. Com
suas oficinas forjadoras de adagas, Toledo desenvolveu a primeira
liga de aço, que trouxe grandes vitórias aos árabes
contra os católicos. Eis a era da Guerra Santa.
SETOR IV
TOLAS INVENÇÕES: O FERRO E O MAL
Brilhou
em céus chineses
As estrelas artificiais
Que logo viraria munição
É o preço de uma tola invenção...
Nas terras do dragão dourado,
as invenções chinesas ultrapassaram limites da mentalidade
humana. Maravilhosas estrelas eram criadas com a utilização
da pólvora, que, ao explodir, lançava um balé
de luz e beleza no infinito.
Porém, toda essa beleza pagou um triste peso, quando, infelizmente,
passou a ser colocado dentro de lançadores de projéteis.
Estava inventada a arma de fogo, a mais tola das invenções.
Esses lançadores de projéteis alcançaram
o mundo, e na Europa conseguiu vários adeptos. Surge então
a balística, ciência que estuda os poderes das armas
de fogo. Os franceses então criam os mosquetes, que se
tornariam o mais poderoso exército da Europa. E também
desenvolvem os canhões, para batalhas à distância.
As guerras nunca foram tão violentas como passaram a ser
a partir desse momento. É o ferro utilizado para o mal.
SETOR V
ENERGIA PARA UM MUNDO EM EVOLUÇÃO
Põe carvão, e a caldeira
vai aquecer
O milagre da produção vai acontecer
Uma nova era, está para chegar
E a indústria mostra como tudo vai ficar
Porém, pouco tempo depois,
surgiu, em pleno solo inglês, a máquina à
vapor, dando o primeiro passo para uma das maiores revoluções
da história: a revolução industrial. A máquina
à vapor substituiu, no século XVIII, as manufaturas
de tecido, garantindo maior produtividade em menos tempo. Surgiram
indústrias têxteis, máquinas de calefação,
transportes. O trem foi inventado, os barcos passaram a ser mais
velozes.
De repente, descobrem o petróleo, e suas propriedades de
combustão. Começa a segunda revolução
industrial, e o surgimento do aço moderno. Desenvolvem
as indústrias químicas, petroquímicas, metalúrgicas,
siderúrgicas, bélicas, automobilísticas e
de construção civil. Começaram as construções
arrojadas, os arranha-céus e as pontes ousadas.
Assim, os tempos modernos se fecham no século XX, com a
descoberta da energia à fissão. Surge a tecnologia
avançada, os computadores, as indústrias eletroeletrônicas,
a biotecnologia. É a era industrial mostrando seu valor,
o ferro que traz avanço, modernidade, progresso.
SETOR VI
BRASIL MODERNDO NUM ELDORADO DA CIDADE SIDERAL
Brasil, de ti tiro tanta riqueza,
A natureza sempre te abençoou
Num sonho de atingir um ideal
Criou-se Volta Redonda, paraíso industrial
Chegando no Brasil, vimos como seus solos são férteis
e tudo consegue brotar, mas da nossa terra se extrai mais riqueza.
No quadrilátero barroco, a febre do ouro nem reparou que
as montanhas eram douradas e vermelhas. Um sol dourado reluziu,
mas o quadrilátero, além de dourado, se mostrou
ferrífero.
Brasil, de solo rico e abençoado, até nos seios
da mata virgem, terra das amazonas, e morada dos Carajás,
resolveu abrigar o precioso minério vermelho. A serra que
abriga um dos maiores projetos de mineração do país,
mostra como é fácil produzir sem destruir.
O Brasil, que é dourado e metálico, também
passou a ser moderno, porque Getúlio Vargas resolveu transformar
o país em uma potência. Então, o grande estadista,
buscando um ideal, instalou no vale do Paraíba, na serra
do mar, uma indústria sideral. Assim surge a cidade de
Volta Redonda, paraíso sem igual.
SETOR VII
RISCOU NO CÉU, A LUZ DA ESPERANÇA FUTURISTA
Riscou
o céu
Era um foguete ou um avião?
Não, não era nada disso
Era a esperança de uma nova geração!
Numa era futurista, satélites,
foguetes e aviões lançam-se no ar, em busca do espaço
desvendar. Porém, num tempo de consciência, a reciclagem
toma conta, porque tudo o que usamos pode acabar.
A esperança do mundo é ter uma sociedade avançada
e sem problemas, o cometa da esperança risca no céu
nesse carnaval, e, a energia cósmica, traz a trupe da alegria,
vinda numa nave espacial, e rei momo traz a água da fonte
e seu marlin soberano, em busca de um campeonato e levar a escola
ao desfile principal.
A velha guarda, sábia tradição
de uma geração, anuncia:
ÁGUA DA FONTE, A FOLIA METÁLICA
QUE TRAZ O FERRO E RELUZ NA AVENIDA!
Luiz Eduardo Tannús dos Reis
Carnavalesco