MIGUEL PAUL
PRESIDENTE DE HONRA

ARTHUR MACEDO
PRESIDENTE EXECUTIVO

 

SINOPSE ÁGUA DA FONTE 2006

 

"Ferrum, Folia Metálica"

INTRODUÇÃO:
Ferreiro da folia me contou
Que Ogum resolveu me abençoar
Haja inspiração
Para uma grande história eu contar
Uma saga tão gloriosa
Que o futuro conseguiu alcançar
De azul e branco, vem a minha água
Que a história do ferro vai forjar

Setor I: DAS PROFUNDEZAS DA TERRA PARA AS MÃOS DO HOMEM
Setor II: VALENTES POVOS GUERREIROS
Setor III: GUERRAS EM BUSCA DA GLÓRIA DIVINA
Setor IV: TOLAS INVENÇÕES: O FERRO E O MAL
Setor V: ENERGIA PARA UM MUNDO EM EVOLUÇÃO
Setor VI: BRASIL MODERNDO NUM ELDORADO DA CIDADE SIDERAL
Setor VII: RISCOU NO CÉU, A LUZ DA ESPERANÇA FUTURISTA

DESENVOLVIMENTO DO ENREDO:

SETOR I
DAS PROFUNDEZAS DA TERRA PARA AS MÃOS DO HOMEM

Das profundezas brotou
Nas montanhas e no sangue fez morada
O homem primitivo se encantou
E deu a si uma nova alvorada

Nos primórdios da formação da Terra, os vulcões expeliam toda a matéria, direto das profundezas do manto. Minerais se formaram nessas explosões, tendo ferro e níquel, que compõe o centro do planeta, formado as maiores jazidas, as montanhas vermelhas.
Não era apenas minério que o ferro formou. Cristais avermelhados, conhecidos como quartzos rosas, metais cristalizados, como a hematita, gemas raras, como o rubi, e até mesmo proteínas animais, como a hebmoglobina, e pigmentos naturais vegetais, como o licopeno, foram formadas com a composição do ferro.
As montanhas vermelhas deram muito material para o homem evoluir. Depois que o mesmo descobriu como fazer o fogo, começou a fundir metais, cozinhar os alimentos e transformar argila em cerâmica. Eis que a idade dos metais se inicia, com o homem dando seu passo inicial rumo à evolução de sua espécie.


SETOR II
VALENTES POVOS GUERREIROS

Conflitos pela glória
De ser o maior dos povos
Grandes soldados invencíveis
Grandes generais poderosos

Durante a era antiga, vários povos passaram a se desenvolver graças aos metais, que serviam como armas, adornos, estruturas e utensílios.
No Egito, tinha um grande dilema: o império tinha enormes jazidas de ouro, o qual era ótimo para adornos, jóias e embelezar seus gigantescos monumentos. Mas apenas o cobre era inicialmente utilizado para confeccionar suas armas de defesa. Assim, passaram a oferecer aos assírios, grandes guerreiros fortemente armados, ouro em troca do tão precioso e resistente metal prateado. Na Babilônia, exímios arqueiros dominavam impetuosamente seus inimigos. Na Europa clássica, hoplitas gregos imortalizaram o grande Alexandre da Macedônia, enquanto, em Roma, os legionários eternizaram o nome de Julius Caesar, o soberano. Tanto poder fez o ferro criar divindades, como Hefestos, ferreiro do Olimpo, e forjador das armas divinas

SETOR III
GUERRAS EM BUSCA DA GLÓRIA DIVINA

Num mundo onde deus era o centro
Uma guerra se iniciou
A cruzada buscava a terra santa
Que nas mãos dos infiéis ficou...

Tempos após o fim da era antiga, o ferro continuou armando os cavaleiros medievais, que, com suas pesadas e resistentes armaduras, defendiam sua honra e as terras do senhor feudal. Nas terras desérticas do Oriente Médio, a civilização árabe floresceu sobre os dogmas da luz de Allah, que lhes deu, como bênção, a possibilidade de subir aos jardins das delícias, e uma força descomunal. Tanto é que os árabes dominaram todo o oriente médio, conquistou o norte da África e chegou na Espanha, lugar onde instalou, na cidade de Toledo, um dos mais poderosos califados da história medieval. Com suas oficinas forjadoras de adagas, Toledo desenvolveu a primeira liga de aço, que trouxe grandes vitórias aos árabes contra os católicos. Eis a era da Guerra Santa.


SETOR IV
TOLAS INVENÇÕES: O FERRO E O MAL

Brilhou em céus chineses
As estrelas artificiais
Que logo viraria munição
É o preço de uma tola invenção...

Nas terras do dragão dourado, as invenções chinesas ultrapassaram limites da mentalidade humana. Maravilhosas estrelas eram criadas com a utilização da pólvora, que, ao explodir, lançava um balé de luz e beleza no infinito.
Porém, toda essa beleza pagou um triste peso, quando, infelizmente, passou a ser colocado dentro de lançadores de projéteis. Estava inventada a arma de fogo, a mais tola das invenções. Esses lançadores de projéteis alcançaram o mundo, e na Europa conseguiu vários adeptos. Surge então a balística, ciência que estuda os poderes das armas de fogo. Os franceses então criam os mosquetes, que se tornariam o mais poderoso exército da Europa. E também desenvolvem os canhões, para batalhas à distância. As guerras nunca foram tão violentas como passaram a ser a partir desse momento. É o ferro utilizado para o mal.

SETOR V
ENERGIA PARA UM MUNDO EM EVOLUÇÃO

Põe carvão, e a caldeira vai aquecer
O milagre da produção vai acontecer
Uma nova era, está para chegar
E a indústria mostra como tudo vai ficar

Porém, pouco tempo depois, surgiu, em pleno solo inglês, a máquina à vapor, dando o primeiro passo para uma das maiores revoluções da história: a revolução industrial. A máquina à vapor substituiu, no século XVIII, as manufaturas de tecido, garantindo maior produtividade em menos tempo. Surgiram indústrias têxteis, máquinas de calefação, transportes. O trem foi inventado, os barcos passaram a ser mais velozes.
De repente, descobrem o petróleo, e suas propriedades de combustão. Começa a segunda revolução industrial, e o surgimento do aço moderno. Desenvolvem as indústrias químicas, petroquímicas, metalúrgicas, siderúrgicas, bélicas, automobilísticas e de construção civil. Começaram as construções arrojadas, os arranha-céus e as pontes ousadas.
Assim, os tempos modernos se fecham no século XX, com a descoberta da energia à fissão. Surge a tecnologia avançada, os computadores, as indústrias eletroeletrônicas, a biotecnologia. É a era industrial mostrando seu valor, o ferro que traz avanço, modernidade, progresso.

SETOR VI
BRASIL MODERNDO NUM ELDORADO DA CIDADE SIDERAL


Brasil, de ti tiro tanta riqueza,
A natureza sempre te abençoou
Num sonho de atingir um ideal
Criou-se Volta Redonda, paraíso industrial

Chegando no Brasil, vimos como seus solos são férteis e tudo consegue brotar, mas da nossa terra se extrai mais riqueza. No quadrilátero barroco, a febre do ouro nem reparou que as montanhas eram douradas e vermelhas. Um sol dourado reluziu, mas o quadrilátero, além de dourado, se mostrou ferrífero.
Brasil, de solo rico e abençoado, até nos seios da mata virgem, terra das amazonas, e morada dos Carajás, resolveu abrigar o precioso minério vermelho. A serra que abriga um dos maiores projetos de mineração do país, mostra como é fácil produzir sem destruir.
O Brasil, que é dourado e metálico, também passou a ser moderno, porque Getúlio Vargas resolveu transformar o país em uma potência. Então, o grande estadista, buscando um ideal, instalou no vale do Paraíba, na serra do mar, uma indústria sideral. Assim surge a cidade de Volta Redonda, paraíso sem igual.

SETOR VII
RISCOU NO CÉU, A LUZ DA ESPERANÇA FUTURISTA

Riscou o céu
Era um foguete ou um avião?
Não, não era nada disso
Era a esperança de uma nova geração!

Numa era futurista, satélites, foguetes e aviões lançam-se no ar, em busca do espaço desvendar. Porém, num tempo de consciência, a reciclagem toma conta, porque tudo o que usamos pode acabar.
A esperança do mundo é ter uma sociedade avançada e sem problemas, o cometa da esperança risca no céu nesse carnaval, e, a energia cósmica, traz a trupe da alegria, vinda numa nave espacial, e rei momo traz a água da fonte e seu marlin soberano, em busca de um campeonato e levar a escola ao desfile principal.

A velha guarda, sábia tradição de uma geração, anuncia:

ÁGUA DA FONTE, A FOLIA METÁLICA QUE TRAZ O FERRO E RELUZ NA AVENIDA!


Luiz Eduardo Tannús dos Reis
Carnavalesco