É não saber bem certo o início
Das memórias que posso contar
É ver o ir e vir da natureza
E morar na incerteza de quem pensa em ser feliz
Na mente sou imaginário
Essência e retrato do que chamam fé
Mas tudo vira um grande faz-de-conta
Quando o homem se remonta
Se espelha lá no céu
Tenta parar a tal roda do tempo
"Caminhando contra o vento"
Fazer do "para sempre" o seu troféu
Mil sonhos em marcha
Tentando tocar o além
Criança acredita... É luz, fantasia
É terra de ninguém
Da arte eu sou inspiração e obra-prima
A criatura que ao criador eterniza
Na amizade então brilho
Posso enfim me revelar
À Humanidade me curvar
Na Casa Branca, o tom
A grande transformação
Na ilusão de um carnaval
Do abstrato agora sou real!
Me deixei nas mãos do menino
Brinquedo divino, um nome ganhei
Brilhei mais que o sol... Da terra fui cio
Um novo sentido pra vida entreguei
Com garra, amor e ousadia... Valentia e pé no chão
Renasço a cada dia enquanto houverem carnavais
Agora sou realidade
Mas pode me chamar de Imperiais
Eu sou a voz dos imortais
E só quem é sabe a verdade
Te ensinei o que é amor
E o que é eternidade |